Jonas Bloch – Foto: Globo / Estevam Avellar

Nos próximos capítulos deBom Sucesso, Erick, interpretado por Jonas Bloch, será mais uma vítima de Diogo (Armando Babaioff), que não poupa esforços para atingir seus objetivos escusos.

Tudo começa quando o milionário se aproxima da família de Alberto (Antônio Fagundes) para se vingar do editor, que no passado roubou o amor de sua vida. Ele, então, se alia ao advogado, mas vai acabar sendo assassinado pelo psicopata.

Durante um atendimento a imprensa, onde o Área VIP marcou presença, Jonas falou sobre o seu personagem e afirmou que ele é mais vítima que vilão nessa história.

“Ele é diferente dos vilões tradicionais, eu já fiz vários, ele não é uma pessoa que quer poder, ele já é milionário. Ele foi vítima e acabou se tornando vilão. Mas, ao mesmo tempo que é vilania, ele também é vítima. É bem interessante isso, porque humaniza o personagem”, defende o ator.

Apesar de ficar pouco tempo na história, Jonas comemora o sucesso da novela. “Eu tenho pé quente. A novela anterior que fiz, Novo Mundo, foi o segundo maior índice da casa naquele horário. Na Record, estava reprisando Bela, A Feia à tarde e estava na frente no Ibope, e fiz alguns sucessos assim também. Sem querer dar atestado de ‘matusalém’, (risos) eu fiz Pai Herói, que foi um grande sucesso. Eu fiz A Viagem, todas sucesso”, comemora.

Aos 80 anos e com mais de 50 anos de carreira, Jonas vê em Bom Sucesso uma trama leve e que faz bem ao telespectador. “Essa novela está muito bem feita, sou fã. Ela fala muito de afeto. As cenas são muito carregadas de afeto.  A Paloma com os filhos, o amor dela com Ramon. Tudo muito afetivo. O que a gente está precisando muito. Hoje em dia a gente está ouvindo muito o discurso do ódio, o discurso de criar o inimigo pra disfarçar o que está acontecendo. Todo dia tem algum inimigo criado. O pior é que sacrifica pessoas de talento pra justificar uma ideologia que nem é verdadeira”, diz o ator, se referindo ao momento político que o país está vivendo.

Bloch ressaltou que recebe com frequência nas redes sociais críticas sobre a classe artística. Porém, o ator diz que quem “mama nas tetas do governo” não é quem promove cultura no país.  “É uma grande mentira o que estão divulgando. Quando faço uma postagem sobre qualquer coisa que está errada, recebo uma resposta como se a gente mamasse nas tetas do governo. Isso é uma grande mentira. Quem mama nas tetas do governo é a câmara dos deputados, a Presidência da República, a Justiça. Todos eles têm 80 funcionários para motoristas, copeiros, cargos e etc. E ali ninguém tira nada dali, ninguém fala em diminuir alguma coisa dali”, desabafou.

Além da novela, Jonas acabou de gravar uma participação na série Desalma, uma série cheia de mistérios. “Nesse domingo eu gravei uma participação na série, eu entro na segunda temporada. O engraçado que eu tive que falar frases em ucraniano. Foi uma loucura. Eu tive um professor pra me ensinar. Eu vi o trailer e está maravilhoso. Elenco de primeira”, elogiou.

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