Leo Dias
Leo Dias /Reprodução Instagram

O jornalista e colunista, Leo Dias usou as suas redes sociais nesta terça-feira, 04, para fazer um longo desabafo após ser procurado pelo veículo Veja, para uma possível entrevista.

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Em seu Instagram, o profissional postou uma imagem em que aparece as seguintes palavras: “Pronto! Falei!”. No texto, ele surpreendeu os seus mais de cinco milhões de internautas, ao falar sobre os seus pais.

“NOVO TEXTO NO BLOG “SÓ POR HOJE”: Há alguns dias a “Veja” vem me procurando para uma entrevista. Não nasci ontem e sei da má intenção dos jornalistas, ainda mais da Veja. Primeiras perguntas sempre “bobinhas”, aí eu falei: “amor, vamos direto ao assunto? Pergunta só o que você vai publicar?” Eu sabia: ela queria que eu falasse do vídeo usando droga que caiu na internet”, começou ele.

“Fui claro e objetivo: eu sabia que isso aconteceria mais dia, menos dia. Por conta das minhas atitudes. Existem pessoas más, sim, elas existem. Mas o vídeo é consequências DAS MINHAS ESCOLHAS ERRADAS. Não importa que ele foi feito há mais de um ano. O que importa é que o que começa errado, sempre acaba errado. Nada mais”, continuou.

Em seguida, Leo falou sobre a sua dependência e as consequências que carrega por causa disso: “Eu estou pagando o tal “preço da fama”, sim, estou. Mas faz parte do jogo. Está tudo no meu contra-cheque. Eu usei esse exemplo porque todo adicto adora culpar o mundo por fatos que acontecem, que nada mais são do que consequência das nossas atitudes. O cara chega destruído no trabalho depois de um fim de semana de muita loucura, não rende nada e quer culpar o chefe pela demissão? NÃO DÁ! Assuma seus erros e sua culpa. Eu tenho certeza que eu ganharia muito mais se não fosse viciado. Tenho certeza que o sbt jamais aceitaria a minha demissão se eu não fosse viciado. Meu salário é consequência da minha vida de altos e baixos. Fabíola Reipert, merecidamente, recebe umas cinco vezes mais que eu. E eu trabalho que nem um condenado. Essa semana assino o meu quinto contrato de trabalho. Acho que também sou viciado em trabalho…”

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O jornalista, então, cita os seus pais: “Continuando sobre a entrevista da Veja … E vocês sabem que repórter da Veja faz curso de exumação de cadáver, né? Eles vão fundo nas perguntas. E vocês me conhecem, eu não minto (mais) e odeio mentira. Falei também que um dos piores momentos da minha vida foi quando um traficante que fazia entrega de droga na minha casa foi cobrar uma dívida na casa dos meus pais. Aquilo acabou comigo.
Tento preservar ao máximo que meus pais me vejam como Leo Dias. Na minha casa eu ainda sou chamado de “Nado”, meu apelido de infância. Pra eles, o Leo Dias está na rua, não lá dentro da nossa casa.”

Em seguida, o jornalista finalizou o longo desabafo: “Meu pai e minha mãe não mexem em internet e não têm redes sociais. Quer coisa melhor? Neste caso, a ignorância é uma bênção. Lógico que eles sabem da minha dependência química e, como são muito católicos, rezam demais para a minha cura. Meu pai é tipo um santo, ele tem certeza que a cura só vai vir através da religião, e ele lamenta o fato de eu ter me afastado das nossas missas de domingo. Eu fiz primeira comunhão, crisma, parte de grupo jovem… mas quando eu comecei a discordar de alguns temas, fui me afastando. Mas eu tenho certeza que uma religião, qualquer que seja, ajuda muito a saída do vício. Os caminhos até Deus são muitos. Eu espero encontrar o meu.”

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Confira a publicação:

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NOVO TEXTO NO BLOG “SÓ POR HOJE”: Há alguns dias a “Veja” vem me procurando para uma entrevista. Não nasci ontem e sei da má intenção dos jornalistas, ainda mais da Veja. Primeiras perguntas sempre “bobinhas”, aí eu falei: “amor, vamos direto ao assunto? Pergunta só o que você vai publicar?” Eu sabia: ela queria que eu falasse do vídeo usando droga que caiu na internet. Fui claro e objetivo: eu sabia que isso aconteceria mais dia, menos dia. Por conta das minhas atitudes. Existem pessoas más, sim, elas existem. Mas o vídeo é consequências DAS MINHAS ESCOLHAS ERRADAS. Não importa que ele foi feito há mais de um ano. O que importa é que o que começa errado, sempre acaba errado. Nada mais. Eu estou pagando o tal “preço da fama”, sim, estou. Mas faz parte do jogo. Está tudo no meu contra-cheque. Eu usei esse exemplo porque todo adicto adora culpar o mundo por fatos que acontecem, que nada mais são do que consequência das nossas atitudes. O cara chega destruído no trabalho depois de um fim de semana de muita loucura, não rende nada e quer culpar o chefe pela demissão? NÃO DÁ! Assuma seus erros e sua culpa. Eu tenho certeza que eu ganharia muito mais se não fosse viciado. Tenho certeza que o sbt jamais aceitaria a minha demissão se eu não fosse viciado. Meu salário é consequência da minha vida de altos e baixos. Fabíola Reipert, merecidamente, recebe umas cinco vezes mais que eu. E eu trabalho que nem um condenado. Essa semana assino o meu quinto contrato de trabalho. Acho que também sou viciado em trabalho… Continuando sobre a entrevista da Veja … E vocês sabem que repórter da Veja faz curso de exumação de cadáver, né? Eles vão fundo nas perguntas. E vocês me conhecem, eu não minto (mais) e odeio mentira. Falei também que um dos piores momentos da minha vida foi quando um traficante que fazia entrega de droga na minha casa foi cobrar uma dívida na casa dos meus pais. Aquilo acabou comigo. Tento preservar ao máximo que meus pais me vejam como Leo Dias. Na minha casa eu ainda sou chamado de “Nado”, meu apelido de infância. Pra eles, o Leo Dias está na rua, não lá dentro da nossa casa. (Continuação nós comentários)

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