
Mauro Marcondes morreu em 10 de julho de 2026, aos 72 anos. Sua assessoria confirmou a notícia em nota oficial divulgada agora.
Mauro Marcondes, carioca de Copacabana, iniciou sua trajetória na música aos 17 anos, influenciado por nomes como Milton Nascimento e Chico Buarque. Participou de festivais importantes, como o MPB-80, e compôs em parceria com Caito Spina, Paulo César Feital e Zéjorge. Sua discografia inclui Perfil de Sal (2003), Mar Azul (2005) e, mais recentemente, O Tempo e o Amor (2025), com arranjos de Leandro Braga e participações de Áurea Martins e João Cavalcanti.
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Além da música, construiu carreira sólida como executivo. Trabalhou no BNDES, presidiu a Finep (agência de fomento à ciência e tecnologia) e atuou em Washington como diretor do BID, sempre ligado a iniciativas de desenvolvimento econômico e integração regional. Após deixar a carreira executiva, dedicou-se integralmente à música, lançando álbuns e projetos independentes para retomar sua produção artística com intensidade.
Mauro Marcondes foi uma figura singular que conseguiu unir a sofisticação da MPB com o alto escalão da economia brasileira, deixando uma herança artística e institucional marcante. A revista Quem confirmou que ele estava em tratamento de câncer e que chegou a ser internado no Hospital Samaritano.

“Recentemente, Mauro tinha lançado seu quinto álbum que trazia participações da cantora Áurea Martins e do cantor e compositor João Cavalcanti. Ele vinha gravando CDs, EPs, vídeos e singles anualmente para compensar as décadas que o mantiveram afastado dos estúdios e palcos brasileiros. Essas produções, independentes e autorais, acabaram por resgatar uma dimensão desconhecida do executivo e homem público que se dedicou às atividades de planejamento governamental e execução de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do País e de integração da América do Sul“, diz nota.
DESCANSE EM PAZ.
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