
Paulo Roberto Teixeira, médico sanitarista de grande relevância para a saúde pública brasileira, faleceu em 19 de setembro de 2026, aos 77 anos. A notícia gerou comoção entre profissionais da saúde e ativistas, já que sua trajetória esteve profundamente ligada à defesa da vida e dos direitos humanos. A causa da morte não foi divulgada.
Informações do g1. Teixeira foi um dos arquitetos das políticas nacionais de enfrentamento ao HIV e à Aids no Brasil, especialmente nos anos 1990 e 2000, período em que o país se destacou internacionalmente por garantir acesso gratuito e universal aos medicamentos antirretrovirais. Sua atuação ajudou a consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS) como referência mundial em programas de prevenção e tratamento.
Em 2000, Teixeira denunciou os preços abusivos dos medicamentos contra o HIV e liderou iniciativas para a quebra de patentes, defendendo que o direito à saúde deveria prevalecer sobre interesses econômicos. Ele organizou programas de transferência de tecnologia para a produção de genéricos no Brasil, o que reduziu drasticamente os custos e ampliou o acesso. Esses movimento teve impacto global, influenciando a decisão histórica da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001 de reconhecer a saúde como prioridade acima das regras de propriedade intelectual.
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Além do sua atuação nos programas nacionais e estaduais de HIV/Aids, Teixeira também colaborou com a Organização Mundial da Saúde (OMS), levando a experiência brasileira para o cenário global e ajudando a moldar políticas de saúde em outros países.
O Ministério da Saúde destacou sua postura baseada em ciência, respeito e garantia de direitos, ressaltando que sua luta foi fundamental para salvar milhares de vidas. Diversos colegas e instituições manifestaram solidariedade à família, lembrando-o como um defensor incansável da saúde pública e da dignidade humana.
Paulo Roberto Teixeira foi uma figura central na luta contra o HIV/Aids, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Seu legado está na defesa do acesso universal à saúde e aos medicamentos, na coragem de enfrentar grandes corporações farmacêuticas e na construção de políticas públicas que se tornaram referência mundial.
Descanse em paz.





