
Em entrevista para Matheus Leitão do Metrópoles, Thiago Lacerda falou sobre sua fé e religião.
Ele relata como sua experiência com O Evangelho Segundo Jesus Cristo foi marcada pelo acxaso e pelo impacto profundo da obra. Ele assistiu à peça, comprou o livro em Lisboa e pouco depois foi convidado a interpretar o papel. A adaptação de Maria Adelaide Amaral e a visão humanizada de Saramago transformaram sua leitura das escrituras e marcaram sua carreira.
A origem católica de Thiago foi ressignificada pela obra, que lhe mostrou personagens mais humanos e próximos. Ele destaca o desafio e a beleza de trazer esse Jesus para o palco, além da honra de ter apresentado o espetáculo para Saramago e Pilar del Río.
Emnbora tenha raízes católicas, Thiago buscou compreender diversas religiões – do kardecismo à Cabala, do Alcorão ao budismo, passando pelas tradições africanas. Ele valoriza a sabedoria presente em cada caminho e se aproxima delas principalmente pela literatura e mitologia.
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Para ele, a fé é um exercício livre, pessoal e não excludente. Seu templo é a natureza, onde costuma se conectar espiritualmente. Sente-se protegido por orixás, anjos da guarda e ancestralidade, e entende a espiritualidade como uma mistura de histórias, afetos e respeito.
Thiago defende que não existe uma única verdade religiosa. Cada pessoa deve buscar o caminho que mais a acolhe, e o exercício da fé deve ser vivido com amor, respeito e liberdade, sem se tornar algo castrador ou violento.
“Eu aprendi a respeitar e a reconhecer cada um dos caminhos. Aprendi a aceitar que não existe a verdade. Esse papo de verdade, de “eu sou a verdade” e “tá no meu caminho”, na verdade “tá na minha igreja”, “tá no meu culto” ou “tá na minha religião”. Isso tudo me parece tão, tão frágil“, declarou.
“Existe tanta sabedoria contida em vários caminhos, em vários caminhos existentes. Eu acho que a busca é alcançar aquilo que te diz mais respeito, aquilo que te acolhe de uma maneira mais ampla. Mas o exercício da fé pode ser muito bonito. Não precisa ser algo castrador, algo agressivo, excludente, violento. Como, às vezes, a gente vê as pessoas confundindo”.
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