
O jogador Menino Ney foi citado em uma ação civil pública do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O MP entrou com uma ação civil pública contra a plataforma de apostas Blaze e a influenciadora Virginia Fonseca, pedindo indenização de pelo menos R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
O jogador por enquanto não é réu, mas o MP quer acesso ao contrato dele com a Blaze para entender valores e regras de marketing envolvidas.
Além de Neymar, o MP pediu cópias dos contratos da Blaze com Virginia Fonseca, Lucas Lira e Bruna Unzueta, investigando se havia orientação para usar termos como “renda extra” nas campanhas. O inquérito também apura bloqueios arbitrários de contas, retenção indevida de valores, cláusulas abusivas e exigências excessivas para liberar bônus.
Virginia é descrita como “braço operacional da captação” da Blaze, acusada de induzir consumidores a erro com promessas de lucros irreais. O MP pede que ela remova imediatamente conteúdos publicitários sobre apostas das redes sociais. Uma campanha durante a Copa, envolvendo o jogo Argentina x Cabo Verde, foi apontada como caso de induzimento abusivo.

O processo está na 7ª Vara Cível de Brasília e ainda não teve decisão. A Blaze deve apresentar esclarecimentos sobre contas, valores retidos, políticas de bônus e prevenção à lavagem de dinheiro em até 15 dias.
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Na petição, o excelentíssimo senhor promotor, o dr. Paulo Roberto Binicheski, afirmou que, “ao recomendar produtos e serviços, os influenciadores induzem o público a adotar comportamentos alinhados ao estilo de vida que promovem. Essa credibilidade transforma as recomendações em verdadeiros selos de aprovação, gerando uma expectativa legítima nos consumidores”.
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