
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ingressou com uma Ação Civil Pública, com pedido de liminar, contra a casa de apostas Blaze e a influenciadora Virgínia Fonseca nesta quinta-feira, 09.
O órgão acusa a empresa e a criadora de conteúdo de publicidade abusiva para atrair apostadores durante a Copa do Mundo. A acusação aponta que a plataforma utilizou marketing enganoso, pautado em promessas de lucro rápido, e se valeu de influenciadores de grande impacto para incentivar o jogo.
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O MP pede que a Blaze e Virgínia sejam condenadas conjuntamente a pagar R$ 120 milhões por danos morais coletivos. A cifra toma como base um cálculo conservador de que a empresa fature cerca de R$ 600 milhões anuais em receita bruta de jogos (GGR). Aplicando uma taxa de 20% sobre essa estimativa, chegou-se ao valor solicitado, considerado ideal para punir e coibir novas infrações.
O caso começou a ser investigado após usuários denunciarem o bloqueio de contas, retenção de saldos e entraves para saques na plataforma. Além disso, uma auditoria técnica mapeou mais de 42 mil queixas contra a Blaze, desenhando um cenário de desrespeito aos direitos do consumidor, incluindo bônus atrelados a regras abusivas.
No que diz respeito a Virgínia Fonseca, o promotor Paulo Binicheski pontua que, ao longo do Mundial de 2026, ela promoveu jogos na Blaze — especialmente o do Cabo Verde — sem explicitar que se tratava de um post pago. A ação aponta que ela mascarou a publicidade como se fosse uma dica espontânea.
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O texto traz ainda dados de investigações indicando que os divulgadores recebiam comissões baseadas nas perdas dos usuários atraídos, o que agrava o conflito de interesses.
O MPDFT ressalta que a Blaze usa figuras públicas para dar uma falsa sensação de ganho fácil a pessoas vulneráveis e disparou: “A aposta te vende a fantasia do dinheiro fácil. A única aposta garantida é a da casa. E a casa contratou justamente quem você admira para te convencer a jogar”. Por fim, a promotoria exige a suspensão imediata das propagandas irregulares e punições conforme o Código de Defesa do Consumidor.
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