A filha de Gilberto Gil foi mais uma vítima de ofensas preconceituosas em rede social. Depois de comentar os detalhes do acontecido no Facebook e revelar estar farta com essas atitudes, Preta Gil resolveu ir a Delegacia de Repressão a Crimes de Internet (DRCI), na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio de Janeiro e prestar queixa nesta terça-feira (26).
“Vim aqui prestar a denúncia. E eles vão ser investigados. A delegada disse que hoje é possível achar essas pessoas. A maioria parece ser de jovens e adolescentes. E isso me deixa mais preocupada e triste porque a gente vê a violência instaurada hoje no mundo e como as redes sociais podem ser usadas de uma forma tão equivocada pelas pessoas”, disse Preta à impressa após deixar a delegacia.
A cantora, que exclui 50 mil seguidores ‘haters’ por mês, diferenciou as críticas rotineiras de internautas com os responsáveis pelos ataques racistas. “Havia xingamentos com hashtag. Eles disseram que agora eu teria que aturá-los. Acho que você tem que denunciar. Eu convivo com os ‘haters’, mas nunca houve algo tão grave e nunca foi organizado com um monte de uma vez só”, explicou ela.
Esse não é o primeiro caso. O filme com o roteiro: celebridade recebe ofensas racistas via web e acaba em uma delegacia, prestando queixa, já se repetiu algumas vezes. O caso mais recente é o de Ludmilla, em junho deste ano. “Outras mulheres que sofreram isso são minhas amigas estiveram aqui e fomos fortes suficientes para estarmos aqui, denunciar e correr atrás dos nossos direitos. E vim principalmente para incentivar quem não tem visibilidade da mídia e sofre isso diariamente, não só virtualmente, mas verbalmente”, completou Preta Gil.
Por Maíra Lobo






