Rainer Cadete (Globo/João Miguel Júnior)
Rainer Cadete (Globo/João Miguel Júnior)

Sempre mudando o visual em cada personagem, Rainer Cadete surpreende o público mais uma vez. O ator conta que logo que entrou em cena em A Dona do Pedaço, poucas pessoas o reconheciam na pele de Téo Pacheco.

Esse jeito camaleônico de entrar em cada personagem já é característica imprimida no artista, que interpretou papeis como Rafael Nero em ‘Amor à Vida’, Visky em ‘Verdades Secretas’, Celso Sampaio em ‘Êta Mundo Bom!’.

Para Rainer, é sempre um prazer poder aparecer totalmente diferente em cada trama. Em um bate-papo com o Área Vip, o ator falou do personagem.

A Dona do Pedaço se aproxima do 100º capítulo e é sucesso absoluto de audiência. Como tem sido para você lidar com tanto êxito?

Estou muito feliz. O personagem tem enfrentando desdobramentos incríveis. Eu realmente não esperava que fosse acontecer tudo isso. Um personagem complexo, de muitas camadas. Agora ele está aí, ajudando a Maria da Paz a dar um jeito na Josiane… Vamos ver se ele consegue.

O que você via na Internet a respeito do Téo durante o tempo que ele foi enganado pela Jô?

Eu escuto diariamente ‘pedidos’ pra eu tomar cuidado com a Josiane, que ela não presta (risos).  Pra eu abrir meu olho com ela, abrir o olho da Maria da Paz… Essas coisas. É legal isso, ver que o público acredita tanto no personagem, que chega dando conselhos, como se a gente fosse, de fato, aquele personagem.

Como você se preparou para interpretar um fotógrafo?

A parte que mais gosto do meu trabalho é justamente essa: a parte de composição do personagem. É uma preocupação minha mudar bastante de um personagem para outro. Ganhar peso, perder peso, ver como ele fala… Eu tenho toda uma equipe que trabalha comigo, com fonoaudiólogo, coach, preparador corporal, além dos diretores. Então a gente cria todo o psicológico do personagem. Eu conheci vários fotógrafos legais. Participei do São Paulo Fashion Week, com um fotógrafo‘de grife que ficava na primeira fileira, fotografando cada detalhe, e ainda expunha dentro do próprio evento as fotos que ia fazendo. E eu fui observando como era o olhar dele, desse fotógrafo badalado. Conheci vários outros também. Conheci um fotógrafo que faz fotos analógicas de eventos sociais, manifestações. Conheci outro que tira fotos com o próprio iPhone mesmo. Então, tem várias formas de tirar foto, e tudo é singular e único. Isso é o mais bacana. Porque a sua foto é o seu ponto de vista em relação àquela coisa.

Você já sabia, desde o início, que o Téo teria essa parceria com a Maria da Paz?

Não. O que veio na sinopse do meu personagem era ‘fotógrafo de moda conceituado’. E aí eu construí tudo isso. Eu estava no núcleo da Vivi Guedes (Paolla Oliveira) e a minha história realmente aconteceu no núcleo da Maria da Paz. Trabalhar com Walcyr é isso, é uma caixinha de surpresas. Então você precisa estar aberto, precisa estar pronto pra encarar o que vier. E eu acho que ainda tem muita coisa pra acontecer. Tem muita água pra rolar ainda, porque o Walcyr não segura história, viu?

Você acha que existe alguma chance de o Téo se apaixonar outra vez pela Josiane? Ou ele realmente vai dar o troco?

Eu espero que os dois aconteçam. Que ele dê o troco e que ele se apaixone… E que alguém se apaixone por ele também. Que ele se apaixone e seja correspondido.

Como você vê essa insistência do personagem em seguir tendo sentimentos pela Josiane, mesmo conhecendo a falta de caráter dela?

Eu acho que o amor muitas vezes cega. Amor tanto de mãe ou de pai, como de marido, mulher, de namorado. O amor faz a gente ver no outro o que a gente quer ver, por mais que o outro esteja mostrando a sua essência na carne viva, a gente projeta o que a gente quer ver nas pessoas. E aí a gente vai se iludindo. Eu acho que não existe um sem o outro, sabe?

Você, Rainer, já se deparou com pessoas como a Josiane na vida real?

Já. Claro que eu já encontrei pessoas-vampiras, pessoas que despertavam coisas ruins ou até relações abusivas em mim. Já vivi sim. Mas sempre repeti pra mim, como mantra, para ficar perto de pessoas que despertam o que tenho de melhor dentro de mim. Porque tem tudo dentro da gente, né? E aí, o que você alimenta é o que cresce. As pessoas que você convive ajudam muito nesse sentido. É preciso saber se defender de relações tóxicas.

O Merlin (Cadu Libonatti), irmão do Teo, também tem crescido na novela. Você acha que a relação deles deve se desenvolver mais nos próximos capítulos?

Então, eu estou esperando o que está para acontecer por aí. Alguma coisa vai explodir aí. O Walcyr não colocou essa história pra nada, né? Estou aguardando, vamos ver…

Quando você faz as cenas de foto, você fotografa de verdade ou apenas simula?

Sim, eu fotografo. Eu tenho feito fotos lindas, a galera toda adora… Até a Ju [Juliana Paes] já postou uma esses dias.

Tem fotos suas no perfil real da Vivi Guedes?

Não. Eu tirei fotos dos casamentos  e algumas delas eles postaram. Mas as do estilo Vivi tem um fotógrafo profissional que vai lá e faz. Apesar que eu poderia fazer também, viu?

Você já gravou as cenas que marcam a derrocada da Josiane?

Eu não comecei a gravar isso ainda não. Mas confesso que chegaram coisas aí bem interessantes… [risos] Que eu não posso contar ainda.

Você torce pro Téo se entender com a Jô?

Eu torço para o Téo ser feliz, seja com a Jô ou até mesmo sozinho. A gente fica muito nessa ideia de precisar de alguém pra ser feliz, né? Acho que não é muito por aí.

Mas você acha que ele é capaz de, quando a vir no chão, querer ajudá-la?

Com certeza! O Téo tem um coração gigante. É um personagem bom, íntegro. Acho que qualquer pessoa que precisasse da ajuda dele, ele ajudaria com certeza. Acho inclusive que essa vingança é muito mais pela Maria da Paz., por ele ver como ela se destroçou com essa história toda, do que por ele. É por ele também a vingança, porém é mais por ela.

Nas cenas recentes da novela, rolou uma certa química entre o Teo e a Sílvia (Lucy Ramos). Você acha que daí pode sair alguma coisa?

Olha… Eu adoro essa atriz, a Lucy Ramos, é uma querida. Amo ela de paixão. E a gente, quando se olha, ilumina tudo mesmo, né? Mas não sei, vamos ver. A gente está ali só fotografando.

Interpretar um fotógrafo mudou um pouco o seu olhar a respeito das coisas, as imagens à sua volta?

Sim! Completamente. Eu fico o tempo inteiro imaginando fotos em cima das coisas ao meu redor. Eu fiz faculdade de Cinema, onde tive algumas cadeiras de foto. Então já conhecia um pouco desse universo. Mas é óbvio que me aprofundei muito mais agora. Eu me entrego muito pros personagens, então fico muito pensando como os meus personagens.

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