O deputado federal e humorista Tiririca acaba se envolver em polêmica! Ele foi acusado de assédio sexual contra uma ex-funcionária, identificada como Maria Lúcia Gonçalves Freitas de Lima.
Segundo informações do colunista Leo Dias, a mulher registrou a ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia de Brasília; Tiririca e a esposa contestaram com queixa policial, alegando tentativa de extorsão por parte da doméstica, que teria cobrado R$ 100 mil do casal. Por causa do foro privilegiado, o processo foi enviado ao Supremo Tribunal Federal, no último dia 20 de junho, sendo distribuído ao ministro Celso de Mello
Ainda de acordo com a publicação, na denúncia da doméstica, feita em março deste ano, Maria conta que estava trabalhando na casa do deputado, no ano passado, quando Tiririca começou a dizer frases obscenas enquanto a segurava por trás. Depois, o parlamentar teria desabotoado as calças e corrido pela casa perseguindo a empregada. Ainda segundo ela, a cena teria sido presenciada por Nana Magalhães, mulher de Tiririca, e pelos filhos do casal.
Nos autos, consta que a criança defendeu a doméstica, empurrando o pai, que teria sido levado de lá para a cama, enquanto todos riam. Dois dias depois, a família viajou ao sítio do parlamentar na capital cearense.
Os assédios teriam continuado no local, conforme a doméstica, toda vez que o parlamentar a via. Há relatos de que Tiririca teria pegado nos cabelos e nas nádegas da mulher e teria dito: “se experimentar, vai gostar”. Maria Lúcia também alegou que o parlamentar mergulhou na água com o celular dela, no qual ela teria gravado o deputado falando “besteiras” para ela. Ela ainda disse que foi chantageada com garantia de emprego para ter relações sexuais com o patrão.
No sítio em Fortaleza, a doméstica contou que foi procurada pela esposa do deputado, Nana Magalhães, que teria defendido o marido. A patroa teria dito que ele agia assim por gostar da funcionária. A autora da queixa de assédio relatou se sentir ofendida e “menos valorizada que um cachorro”.
No processo, Nana disse que contratou a empregada para prestar serviços domésticos em sua residência, mas demitiu Maria quatro meses após a contratação porque ela estaria fazendo uso de bebida alcoólica durante o trabalho. Insatisfeita com a demissão, Maria Lúcia teria então cobrado R$ 100 mil para não sujar a imagem do deputado.
Tiririca já prestou depoimento sobre o caso, que está nas mãos da ministra Carmen Lucia, presidente do Supremo Tribunal Federal. A coluna entrou em contato com a assessoria de Tiririca, que disse que não tem conhecimento do caso. O advogado do parlamentar também foi procurado, mas disse que não ia comentar o caso.
Na contestação, o advogado do casal, Fernando de Carvalho e Albuquerque, alegou que a doméstica tentava usa o estereótipo do personagem de Tiririca para lhe atribuir os mesmos comportamentos, às vezes chulos, em sua vida pessoal e privada.
“Não se pode conceber um preconceito em relação à atividade artística (…) No palco o 2 Reclamado interpreta um palhaço com linguajar coloquial, e por vezes, com vocabulário chulo. Isso não significa que o 2 Reclamado traga para sua vida pessoal o comportamento do personagem que interpreta”, aponta trecho do advogado divulgado pelo jornal “Extra”.
Colaborou: Paulo Freitas






