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Tony Ramos (Globo / Estevam Avellar)
Tony Ramos (Globo / Estevam Avellar)

O ator Tony Ramos, quebrou o silêncio e falou a respeito da polêmica operação da Polícia Federal batizada de “Carne Fraca” , que investiga 40 empresas do ramo alimentício, como a JBS, dona da marca Friboi, da qual o ator é garoto-propaganda. Os frigoríficos são acusados de venderem produtos fora do prazo de validade e com substâncias cancerígenas.

Em entrevista ao “Jornal da Manhã”, da rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira (20), o veterano comentou sobre a investigação da polícia federal e sobre a sua relação com a Friboi.

A minha participação na Friboi, da qual não tenho nenhuma vergonha, se dá há três anos. Fui fazer pesquisas e saber da idoneidade da empresa. Por ser uma pessoa em que as pessoas têm confiança, fui convidado a fazer um comunicado de que nem toda carne é dessa maneira (vendida de forma ilegal)”, explicou o protagonista da série “Vade Retro”.

Tony Ramos ainda defendeu a operação “Carne Fraca” e revelou estar esperando a decisão final da Justiça sobre o caso e não descartou a quebra do contrato milionário com a marca Friboi.

Vamos aguardar a manifestação de Ministério Público. Tudo comprovado, está tudo certo, foi pontual? Poderei vir a público, sim, esclarecer. Se alguma coisa desabone essa relação, eu tenho direito de interromper o contrato. Eu preciso contratualmente dar esse tempo. Vou dar um tempo legal”, disse o ator.

O ator ainda lembrou que outros artistas já fizeram campanhas publicitárias para marcas que acabaram envolvidas em outras polêmicas e disse que não precisa de propagandas para sobreviver.

Evidente que eu recebi (dinheiro pelos anúncios). Eu não sou hipócrita, sou um profissional da comunicação. Quantos companheiros já não anunciaram prédios de construtoras que faliram, coitados. Eles não tinham culpa. É uma relação muito delicada essa da propaganda. Eu não precisaria de fazer propaganda para sobreviver, graças ao bom Deus”, finalizou.

O vínculo de Tony com a Friboi começou em 2014 e tem mais um ano de duração. Estima-se que o ator receba um super cachê de nada mais, nada menos que 5 milhões de reais para ser garoto-propaganda da marca.

Grandes empresas do ramo alimentício envolvidas no escândalo, estão investindo fortunas em poucos dias, na locação de espaços publicitários na televisão. Conhecidas por terem famosos como Tony Ramos, Roberto Carlos e Fátima Bernardes como seus garotos propaganda, agora, tais marcas querem recuperar o prestigio após as denúncias.

Colaborou: Paulo Freitas

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