Após envio de porta-aviões e novas ameaças de Trump, Maduro diz que os EUA estão ‘inventando uma guerra’

Presidente da Venezuela reage à escalada militar no Caribe e teme intervenção direta

Joaquim Neto
Joaquim Neto
Redator e produtor de conteúdo. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa. Acompanha de perto os movimentos do entretenimento e da mídia contemporânea com olhar crítico sobre tudo o que acontece na televisão, música, cultura pop, cotidiano e política.
Nicolás Maduro - Reprodução: Instagram
Nicolás Maduro – Reprodução: Instagram

A tensão entre Venezuela e Estados Unidos voltou a subir nesta sexta-feira, quando o presidente Nicolás Maduro afirmou que os EUA “estão inventando uma guerra” contra seu país. O governo bolivariano reagiu com firmeza após a ampliação da presença militar americana na região — que agora inclui o porta-aviões USS Gerald R. Ford, descrito pela Marinha dos EUA como “a plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo”.

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Acusações e números que chocam

Os Estados Unidos alegam conduzir operações contra o narcotráfico no Mar do Caribe, mas Caracas acusa Washington de pretender derrubar o regime Maduro. Desde 2 de setembro, os EUA bombardearam 10 embarcações no Caribe e no Pacífico, com um balanço de pelo menos 43 mortos, segundo relatos divulgados. Enquanto isso, o governo Trump classifica os alvos como “narcoterroristas”.

Maduro declarou, em cadeia obrigatória, que “Eles estão inventando uma nova guerra eterna, prometeram que nunca mais se envolveriam em uma guerra e estão inventando uma guerra que nós vamos evitar” e acrescentou que os americanos criam “um relato extravagante, vulgar, criminoso e totalmente falso, já comprovadamente falso.”

Reações e manobras regionais

Do lado militar, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, classificou a mobilização americana como “uma ameaça militar ali no Caribe contra a Venezuela, contra a região, contra a América Latina, contra o Caribe”. Em resposta, as Forças Armadas venezuelanas fizeram exercícios em 73 pontos do litoral, enquanto EUA e Trinidad e Tobago anunciaram exercícios conjuntos para o fim de semana.

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A retórica de Washington

Na Casa Branca, o presidente Donald Trump sugeriu que ações terrestres podem vir em seguida e disse que não pretende necessariamente pedir uma declaração formal de guerra ao Congresso: “Não vou necessariamente pedir uma declaração de guerra — Acho que vamos apenas matar pessoas que trazem drogas para o nosso país, certo? Vamos matá-las, sabe, elas estarão mortas.” A fala recrudesceu ainda mais o clima diplomático e acendeu alertas sobre os riscos de uma escalada maior na região.

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