O “Irritando Fernanda Young” de domingo, dia 13, recebe o ator José Wilker, o entrevistado fala sobre a riqueza cultural do Nordeste do Brasil e comenta sua origem holandesa. Ícone da TV brasileira, Wilker também já atuou como diretor algumas vezes, apesar de não se estender muito na carreira. Por isso, Fernanda quer saber se ser diretor o irrita: “Como o meu começo de carreira foi em Recife, eu tive que ser autor, diretor, cenógrafo, figurinista, ator e, eventualmente, até o espectador. Mas, fundamentalmente eu sou ator. Eu fiquei recentemente seis anos fazendo o “Sai de Baixo” e me diverti imensamente e ainda dirigi umas cinco ou seis novelas”. Ele ainda completa: “Quando você é diretor acaba deixando um pouco de lado a sua vida pessoal porque fica sete dias por semana, 24 horas por dia, à disposição daquilo e eu acho que não tenho mais tempo pra isso”.

Fazendo jus ao nome do programa, o ator revela o que realmente o tira do sério: “Me irrita a percepção de que eu perdi muito tempo fazendo mediocridades. Eu dediquei imensamente um esforço da minha parte para realizar mediocridades”. Já quando o assunto é cinema, ele se declara um apaixonado: “Eu não sou um crítico de cinema, eu sou uma pessoa apaixonada por cinema que gosta de dividir essa paixão com outras pessoas”. Não é preparado para isso e nem pretende ser. Quando questionado sobre cinema brasileiro, ele escolhe não comentar, já que todos os realizadores são seus amigos e invariavelmente prefere mentir.

Em seguida, o convidado diz que é impossível acabar com a corrupção, com a desigualdade e com a violência no mundo. Ele acredita que as pessoas podem reduzir um pouco essas atitudes, mas não crê que seja possível acabar com elas. Quando o assunto é vida pessoal, Fernanda diz que Wilker é um homem muito sedutor e pergunta o que o irrita em uma mulher: “Pouquíssima coisa me irrita numa mulher. Acho que é o momento em que ela numa relação resolve insistir em discutí-la. Discutir a relação é o assassinato da romance.”

No quadro “Rock ’n roll / Hang loose / Figa, pé de pato, mangalô três vezes”, o ator concorda com o ditado popular ’quem não chora não mama’. E no “Paca, pouco ou picas”, ele escolhe os acontecimentos sociais para classificar o seu grau de irritação e admite que coquetel de confraternização, degustação de queijos e vinhos, festa surpresa e encontro com ex-companheiros o irritam muito.

Irritando Fernanda Young no ar todos os domingos, à meia-noite no GNT.



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