Jean persiste até o fim. O recordista de paredões do Big Brother Brasil 5 é também o grande vencedor do programa. O professor baiano leva para casa o prêmio inédito de R$ 1 milhão com 55% dos votos. Grazi ficou em segundo lugar e Sammy foi o terceiro colocado.

Primeiro intelectual a participar do BBB, o professor Jean foi pivô do grande racha que dividiu a casa logo na primeira semana de programa. Suas qualidades de líder — costumava comandar as compras e a produção na cozinha — além da boa relação com as mulheres deixaram o médico Rogério e seus comandados (PA e Giulliano) incomodados. Os três arquitetaram a indicação do baiano para o primeiro paredão. Magoado por ter recebido seis votos, Jean assumiu publicamente ser gay e disse estar sendo vítima do preconceito dos outros BBs. Numa virada espetacular (até o começo do programa era sua oponente, Juliana, quem vencia), Jean derrotou a estudante pela apertada diferença de menos de um ponto percentual. Além de ver seu desafeto seguindo no jogo, os gigantes ainda tiveram que aturar as gozações de Jean quando o resultado do Big Boss determinou que os machões da casa deveriam vestir roupas de drag-queens por três dias. A guerra estava declarada.

Em minoria, Jean voltou a ser indicado no segundo paredão, desta vez com sete votos. Místico, vestiu branco e evocou a força de São Jorge e dos orixás para vencer o recém-chegado Marcos (o padeiro entrou na casa via sorteio). Recebeu apoio de Grazi e Pink e um pedido de desculpas de Giulliano. Quando a pernambucana foi emparedada, na terceira semana, o baiano tomou as dores da amiga e passou a organizar a resistência do grupo batizado de Defensores, que já contavam com o apoio de Sammy. A partir da quarta semana, a sorte também resolveu ajudar: Grazi, Jean e Pink conquistaram três lideranças consecutivas, eliminando Giu, Rogério e PA. Na sexta semana de jogo, quando os Gigantes tiveram sua última chance para forçar um paredão entre Pink e Jean, a dupla ganhou um aliado inesperado: Alan desistiu de seguir o voto do grupo e arruinou o complô.

Indicado pela líder Tatiana, voltou ao paredão na sexta semana para derrotar Natália com facilidade. A rede de intrigas não impediu que o baiano tivesse uma relação cordial com Alan e as gigantes de saias. Bom de papo e festeiro, o professor foi eleito pelas garotas o melhor beijoqueiro da casa na brincadeira de salada-mista. Por ironia, sua maior briga durante o confinamento seria com Pink, que não gostou dos pitacos do amigo sobre seu namorico com Sammy. Aborrecido, Jean foi então dar uma de cupido em outras bandas, ajudando na aproximação entre Alan e Grazi. Mesmo quando a Tropa de Choque já se arrastava pela casa em minoria, o intelectual combinou um possível voto no mineiro. Não bastou para agradar Pink, que se enfureceu ao perceber que Jean comemorou a liderança de Alan na reta final do programa.

O paredão dos sonhos da Tropa de Choque parecia estar mesmo escrito no destino de Alan. Líder na décima semana, o mineiro indicou Pink e foi obrigado a desempatar a votação entre Jean e Grazi, emparedando o professor. Recordista em paredões (seriam seis, ao todo) Jean consolou o mineiro e fez as pazes com Pink, mas não engoliu o voto que recebeu da colega. “Nossa amizade nunca mais vai ser a mesma”, revelou a Alan, pouco antes de vencer a amiga numa disputa emocionante. Uma semana depois, no penúltimo paredão, veio o repeteco: indicado por Sammy, Alan preferiu enfrentar o colega baiano e poupar Grazi. Com a vitória sobre o mineiro, Jean ultrapassou os 78 dias de confinamento exausto, magro e abatido, mas saboreando a certeza de que havia conquistado seu lugar na finalíssima do BBB. A lição estava dada.



3 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here