
Depois de ser absolvida, Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, deixou o Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, na tarde desta quinta-feira (04). Ela estava presa desde 21 de abril, após se entregar à polícia.
Monique havia sido solta por determinação da juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri, após o adiamento de um julgamento marcado para março passado. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, restabeleceu a prisão preventiva da professora.
Pela primeira vez, Monique Medeiros culpa Jairinho pela morte de Henry Borel
A libertação aconteceu depois de a Justiça do Rio de Janeiro conceder perdão judicial à professora no julgamento pela morte do filho. A decisão foi anunciada na madrugada desta quinta.
O julgamento, que durou 10 dias e mobilizou o Tribunal de Justiça do Rio, terminou com a condenação do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto da criança. Ele recebeu pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação.
Durante a leitura da sentença, a juíza justificou o perdão judicial afirmando que Monique já teria sofrido consequências suficientes ao longo do processo, incluindo repercussão social e o período de prisão. A magistrada também mencionou o que classificou como uma reação social desproporcional à conduta da ré.
Jairinho é condenado por homicídio qualificado e tortura pela morte de Henry Borel
O pai do menino, Leniel Borel, criticou a decisão e afirmou que a medida representa uma “terceira morte” do filho. O Ministério Público e a defesa de Jairinho informaram que pretendem recorrer das decisões.
Caso Henry Borel: Promotor classifica Dr. Jairinho como psicopata severo
Na manhã desta quarta-feira (03), o julgamento do caso Henry Borel chegou na fase de debates entre acusação e defesa perante os jurados no julgamento que definirá o destino dos acusados pela morte do menino, ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros. Leia mais…






