
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil fez o dólar disparar 8,65% na abertura do mercado financeiro nesta segunda-feira, 26 de outubro, chegando a R$ 5,42, em reação à reeleição do petista para um quarto mandato.
De acordo com a GloboNews, a valorização ocorre após investidores apostarem na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, como mostrava a maioria das pesquisas. Na sexta-feira (23), último pregão antes da votação, a moeda norte-americana havia encerrado cotada a R$ 4,99, com queda de 0,92% no dia e de 1,58% na semana.
Segundo o canal, a reação desta manhã representa uma reversão do movimento registrado desde o primeiro turno, realizado em 04 de outubro, quando Flávio terminou à frente de Lula e contrariou as expectativas de parte dos investidores.
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No dia seguinte à votação, o dólar recuou 4,11%, na maior queda diária desde 2018, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 7,70%. O movimento começou ainda na noite de domingo (25), quando os contratos futuros do real negociados na Bolsa de Chicago registraram forte desvalorização após a confirmação do resultado eleitoral.
O dólar chegou a superar o equivalente a R$ 5,50 nas negociações internacionais, antes da abertura do mercado brasileiro. Entre as preocupações do mercado com a virada inédita de Lula, que recebeu 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio no segundo turno, estão o crescimento da dívida pública, o equilíbrio das contas do governo e o impacto fiscal do chamado ‘pacote de bondades’ anunciado pelo petista durante a campanha, que reúne medidas como o reajuste do Bolsa Família, subsídios aos combustíveis, perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e o fim da escala 6×1.
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De acordo com levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado, as medidas anunciadas pelo governo já mobilizam R$ 298,4 bilhões em 2026, incluindo linhas de crédito, renúncias fiscais e despesas públicas -o montante, porém, não representa integralmente gastos adicionais do Tesouro Nacional.
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