
Nos supermercados de São Paulo, diversos produtos básicos registraram reduções expressivas nos últimos 12 meses até agosto de 2026.
Essa tendência reflete uma recomposição da oferta e condições favoráveis de mercado:
- Açúcar: -25%
- Café em pó: -19%
- Azeite de oliva: -12,5%
- Arroz: -9,6%
- Ovos: -4,7%
- Óleo de soja: -2,7%
Essa queda é significativa porque envolve alimentos que compõem a base da dieta brasileira, impactando diretamente o custo da cesta básica, como informa a Veja com dados da Associação Paulista de Supermercados.
O Brasil vive um momento histórico na produção de café:
Em agosto de 2026, foram exportadas 4,16 milhões de sacas, um aumento de 31% em relação ao mesmo mês de 2025.
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A produção total deve alcançar 67,6 milhões de sacas neste ano, o maior volume já registrado pela Conab, representando uma alta de 19,6%.
A dinâmica dos preços não depende apenas da safra:
- Recomposição da oferta: após períodos de escassez, a normalização da produção ajuda a reduzir preços.
- Clima: chuvas regulares e ausência de eventos extremos favorecem boas colheitas.
- Câmbio e mercado internacional: a valorização ou desvalorização do real influencia exportações e preços internos.
- Setor sucroenergético: no caso do açúcar, a decisão entre destinar a cana para açúcar ou etanol é crucial para definir a oferta e os preços.
A queda nos preços de alimentos básicos representa um alívio para o orçamento das famílias, especialmente em um cenário de inflação persistente.
Alimentação e bebidas têm grande peso no índice de preços ao consumidor, portanto reduções nesse grupo são relevantes para o custo de vida.
Contudo, nem todos os produtos seguem essa tendência: alguns alimentos continuam caros, e a inflação nos supermercados ainda preocupa. A manutenção dessa trajetória dependerá das próximas safras, da estabilidade climática e dos custos de produção, como energia e transporte.







