
O presidente do PT, Edinho Silva, anunciou que Lula participará dos debates eleitorais apenas se houver segundo turno nas eleições presidenciais de 2026.
A campanha petista avalia que os debates do segundo turno oferecem um cenário mais favorável, pois reduzem o número de candidatos e permitem uma comparação direta entre os dois projetos políticos que polarizam a disputa. A ideia é transformar o debate em um palco de contraste ideológico, onde Lula possa se apresentar como alternativa sólida frente ao bolsonarismo.
Em entrevista ao Flow Podcast, Lula criticou o formato dos debates com muitos candidatos, classificando-os como “infrutíferos”. Segundo ele, os longos intervalos entre as falas impedem a construção de um diálogo real e tornam o evento pouco esclarecedor para o eleitor.
Lula não compareceu ao debate da TV Globo, preferindo dar entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário. Flávio Bolsonaro também desistiu de participar, e diante das ausências e das mudanças impostas pela Justiça Eleitoral, a emissora acabou cancelando o programa.
A campanha de Lula entrou com ação judicial contra as regras estabelecidas pela emissora, argumentando que manter um púlpito vazio e permitir perguntas a um candidato ausente distorceria o propósito democrático do debate.
Edinho Silva enfatizou que o objetivo central da estratégia é mostrar ao povo brasileiro as diferenças fundamentais entre o projeto defendido por Flávio Bolsonaro e o representado por Lula. O PT aposta que, em um segundo turno, o debate se tornará um espaço privilegiado para evidenciar essas divergências — não apenas em termos de propostas de governo, mas também de visões de país e de valores democráticos.







