Muito antes de saber que interpretaria uma médica oncologista em “Viver a Vida em contato com o sofrimento dos pacientes que têm câncer.

— Meu pai recebeu um diagnóstico de leucemia (câncer na medula óssea, que afeta o sangue) no começo do ano, do nada. Foi um sofrimento inenarrável para a gente, uma surpresa — conta a atriz, de 41 anos, ao jornal Extra.

Depois de quatro meses de internações, Antonio, de 71 anos, voltou para casa em maio. Mês passado, comemorou o Dia dos Pais com a filha indo ao Maracanã, para assistir ao Flamengo, seu time do coração, vencer o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Uma vitória também fora de campo.

— Os pilares que ajudaram nessa superação foram a família, a positividade e a confiança no médico. Esse tripé dá muita força — afirma Christine.

Na ficção, porém, os pacientes de Ariane, personagem da atriz, não terão um destino feliz como o de Antonio. Na novela, ela vai trabalhar com medicina paliativa, destinada a amenizar a dor dos doentes terminais.

— É uma coisa delicada, complicada, mas a minha expectativa é de que, ao fim dessa novela, todos nós consigamos olhar a morte de uma maneira mais simples e, quem sabe, com menos sofrimento — diz a atriz.

Christine vem se preparando para interpretar esse papel há quatro meses, com visitas periódicas ao Hospital do Câncer IV, unidade do Inca (Instituto do Câncer) em Vila Isabel especializada em cuidados paliativos. Lá, viu muitas histórias tristes, mas também muitos belos exemplos.

— Tem um senhor que é paciente de lá há oito anos, convive com um câncer brabo esse tempo todo. Ele está consciente de tudo e tem uma gratidão tão incrível pelos médicos que fiquei muito emocionada — conta Christine: — Espero poder demonstrar um milésimo dessa relação profunda, sincera e importante entre paciente e médico.

Presenciar tanta dor fez a atriz passar a enxergar vários assuntos com outros olhos.

— Até começar a me preparar para a novela, não acreditava em vida após a morte. Hoje, acho que deve existir. Pelas coisas que vejo as pessoas passando, só posso pensar que elas terão uma recompensa posterior — afirma ela, que, no entanto, assegura não carregar esse sofrimento para casa: — Levo o que posso de positivo. Conflitos e dramas, não. Separo muito bem.



DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here