
O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter fez críticas duras à entidade e ao atual presidente dela, Gianni Infantino, pela falta de autoridade na gestão do caso envolvendo o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. Ele apitaria a Copa do Mundo e foi barrado pela imigração dos Estados Unidos.
Joseph Blatter presidiu a Fifa entre 1998 e 2015, quando renunciou ao cargo em decorrência do escândalo de corrupção denominado ‘Fifagate’. Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, Blatter classificou o episódio com o árbitro africano como ‘inacreditável e absurdo’ e responsabilizou diretamente a Fifa pela situação, ao não garantir a entrada de um dos oficiais do torneio no país-sede.
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De acordo com Blatter, permitir que um árbitro seja impedido de entrar no país compromete princípios básicos da organização do Mundial. “É inacreditável e absurdo. Quando um país é escolhido para sediar uma Copa do Mundo, existem dois princípios sagrados e fundamentais“, disse.
“O primeiro é a segurança , que o país deve garantir para o evento. O segundo é a concessão de vistos de entrada a todos os dirigentes da Fifa. E não há nada mais oficial do que um árbitro. Se um país nega a entrada a um árbitro, é um problema sério, e a Copa do Mundo não deveria ser realizada em tal país“, complementou Blatter.
Polêmica nos EUA
Vale frisar que o episódio envolvendo Artan veio a público na terça-feira, 09 de junho, quando o árbitro da Somália foi impedido de entrar nos Estados Unidos após uma longa entrevista com autoridades de imigração. O juiz relatou que ficou 11 horas sendo interrogado e chegou a ser levado a uma cela de retenção antes de ser deportado.
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