
O Ministério Público Federal (MPF) rebateu o argumento da defesa do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que alegava que um diagnóstico de “disfunção sexual” tornaria impossíveis as práticas de assédio das quais ele é acusado.
Em parecer anexado ao processo administrativo que corre na corte, o MPF frisou que o relatório médico apontando disfunção moderada “não traz qualquer referência que permita excluir a possibilidade da prática de assédio sexual” por parte do magistrado.
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O órgão fundamentou sua posição citando o depoimento de um médico ouvido como testemunha. Ao ser questionado pelo relator do caso e vice-presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, se a saúde de Buzzi impediria as condutas relatadas por uma das vítimas, o especialista respondeu que os episódios “não são impossíveis” de terem ocorrido. O médico explicou que o ministro possui limitações físicas — como assimetria nas pernas, falta de equilíbrio e perda de força —, mas pontuou que tais fatores não inviabilizam os atos descritos na denúncia. Ele acrescentou que, embora três dos remédios usados pelo magistrado possam baixar a libido, isso não significa impotência total.
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A testemunha também assegurou que, apesar de caminhar com um padrão alterado, Buzzi consegue se locomover sem impedimentos. Conforme revelado pela CNN, os advogados do ministro apostavam em laudos sobre suas restrições físicas para tentar derrubar as acusações no Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
O magistrado virou alvo da investigação em abril, após denúncias de duas mulheres. Uma das acusações partiu de uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família, que relatou ter sofrido assédio durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano.
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