Gilberto Gil encerra turnê ‘Tempo Rei’ com participação de Roberto Carlos

Show reuniu 45 mil pessoas e teve emoção do início ao fim

Joaquim Neto
Joaquim Neto
Redator e produtor de conteúdo. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa. Acompanha de perto os movimentos do entretenimento e da mídia contemporânea com olhar crítico sobre tudo o que acontece na televisão, música, cultura pop, cotidiano e política.
Gilberto Gil
Gilberto Gil (Globo/ Fábio Rocha)

A noite de sábado (18) foi marcada por fortes emoções no Allianz Parque, em São Paulo. Gilberto Gil encerrou a turnê “Tempo Rei” diante de uma plateia de 45 mil pessoas, celebrando uma trajetória que atravessa gerações e consolidando mais um capítulo memorável de sua carreira.

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Reflexão sobre o tempo e a música

Antes de subir ao palco, Gil conversou com a repórter Kenya Sade, do Multishow, e explicou o significado por trás do nome da turnê. “Foram sugestões que vieram de amigos, de parentes, de gente que trabalha comigo. Eu acho que tem a ver… O tempo é uma palavra que está muito presente, com vários significados e em várias das minhas canções”, afirmou o artista, mostrando seu costumeiro tom poético e reflexivo.

Encontro emocionante com Roberto Carlos

Como em todas as apresentações da turnê, Gil recebeu convidados especiais — e o de sábado foi um dos mais simbólicos. Roberto Carlos subiu ao palco e levou o público ao delírio. “Eu recepciono da melhor forma possível, porque, enfim, é o palco! Abro o palco para eles. Eles demonstram também ter muito prazer e muito gosto de estarem comigo”, declarou Gil, emocionado com o encontro de dois ícones da música brasileira.

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Homenagem e legado

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A turnê “Tempo Rei” percorreu diversas cidades, como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Belém, reunindo gerações em torno de um repertório que mistura história, afeto e resistência. Um dos momentos mais comoventes foi a lembrança de Preta Gil, filha do cantor, que faleceu em julho deste ano. Os fãs relembraram, com lágrimas e aplausos, a apresentação em que pai e filha cantaram “Drão”, em abril, também em São Paulo — uma cena que, agora, ganha um significado ainda mais profundo.

Gil encerrou a turnê reafirmando sua marca: a de um artista que transforma o tempo em música e a saudade em poesia.

Joaquim Neto
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