Gilmar Mendes humilha Sergio Moro e afirma que ex-juiz não sabe escrever

Ministro ironiza necessidade de ghostwriters pelo senador

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Gilmar Mendes e Sergio Moro (Foto: Montagem/Agência Brasil)
Gilmar Mendes e Sergio Moro (Foto: Montagem/Agência Brasil)

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitou a sessão solene desta quinta-feira (26) para alfinetar duramente o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

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Durante discurso em homenagem aos 135 anos da Corte, o magistrado fez uma provocação direta ao ex-juiz da Lava Jato, insinuando que ele não teria capacidade sequer para dominar regras básicas de ortografia.

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Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”, disparou Gilmar, arrancando reações no plenário.

Gilmar Mendes detona Lava Jato

A alfinetada veio em meio a um discurso mais amplo em que o decano defendeu o papel histórico do STF como guardião da democracia. Gilmar citou a atuação da Corte durante a pandemia, os eventos de 8 de janeiro e teceu críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O ponto central, no entanto, foi uma contundente crítica à Operação Lava Jato, classificada por ele como uma agenda política travestida de combate à corrupção.

“Não se combate o crime cometendo crimes”, afirmou o ministro, referindo-se também à Operação Spoofing, que expôs conversas de procuradores da força-tarefa.

Gilmar Mendes ainda manifestou perplexidade com a imprensa que, segundo ele, exaltou os métodos da Lava Jato sem jamais fazer um mea-culpa diante das evidências de abusos reveladas posteriormente. ““A propósito dessas idiossincrasias, também causa perplexidade, presidente, que os mesmos veículos que exaltaram a Lava Jato não tenham feito até hoje um mea-culpa ante os abusos comprovados pelos documentos da Operação Spoofing””, declarou.

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Na sequência, veio a alfinetada final contra o senador. “Como todos sabem, e eu não quero constranger ninguém… Muitos jornalistas importantes, hoje talvez até promovidos na mídia qualificada, eram ghostwriters de Moro e companhia. E veja, Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”, completou o decano.

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Amanda Souza
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