
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitou a sessão solene desta quinta-feira (26) para alfinetar duramente o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).
Durante discurso em homenagem aos 135 anos da Corte, o magistrado fez uma provocação direta ao ex-juiz da Lava Jato, insinuando que ele não teria capacidade sequer para dominar regras básicas de ortografia.
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“Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”, disparou Gilmar, arrancando reações no plenário.
Gilmar Mendes detona Lava Jato
A alfinetada veio em meio a um discurso mais amplo em que o decano defendeu o papel histórico do STF como guardião da democracia. Gilmar citou a atuação da Corte durante a pandemia, os eventos de 8 de janeiro e teceu críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ponto central, no entanto, foi uma contundente crítica à Operação Lava Jato, classificada por ele como uma agenda política travestida de combate à corrupção.
“Não se combate o crime cometendo crimes”, afirmou o ministro, referindo-se também à Operação Spoofing, que expôs conversas de procuradores da força-tarefa.
Gilmar Mendes ainda manifestou perplexidade com a imprensa que, segundo ele, exaltou os métodos da Lava Jato sem jamais fazer um mea-culpa diante das evidências de abusos reveladas posteriormente. ““A propósito dessas idiossincrasias, também causa perplexidade, presidente, que os mesmos veículos que exaltaram a Lava Jato não tenham feito até hoje um mea-culpa ante os abusos comprovados pelos documentos da Operação Spoofing””, declarou.
Na sequência, veio a alfinetada final contra o senador. “Como todos sabem, e eu não quero constranger ninguém… Muitos jornalistas importantes, hoje talvez até promovidos na mídia qualificada, eram ghostwriters de Moro e companhia. E veja, Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”, completou o decano.
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