2003 foi um ano estranho na televisão brasileira. Com o freio apertado, as principais emissoras investiram muito pouco em programação, mesmo assim boas atrações acabaram surgindo no decorrer do ano.

O MELHOR DE 2003: Nada ultrapassará “A Casa das Sete Mulheres” nesse balanço da televisão. Maria Adelaide Amaral e Walter Negrão escreveram uma das melhores minisséries da história da TV no Brasil. Texto impecável, interpretação perfeita e direção de cinema marcaram esse trabalho da Rede Globo. “A Casa das Sete Mulheres” registrou audiência compatível com o horário nobre e fez com que muita gente fosse dormir mais tarde do que o costume. É praticamente impossível apontar quem se destacou em “A Casa das Sete Mulheres”, uma vez que todo o elenco realizou uma bela interpretação. Nívea Maria trouxe ao telespectador um trabalho diferente, uma atuação que entrará para a história.

O PIOR DE 2003: A culpa não foi de Zeca Camargo, que se esforçou para transformar “O Jogo” em sucesso, mas da própria fórmula que não prendeu o telespectador. Misturar reality show e dramaturgia foi uma tragédia nunca vista na televisão. O programa não pegou, mesmo com o sorteio de prêmios para o público. Os participantes eram fracos, os atores não convenciam ninguém e as provas deixavam a desejar. Com certeza, a Globo vai querer esquecer “O Jogo” e a probabilidade de algo parecido entrar na grade do ano que vem é remota.



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