A Câmara dos Deputados finalmente aprovou nesta semana o projeto de lei que regulamenta a produção regional em emissoras de rádio e TV. O texto tramitou na casa por 12 anos e enfrentou resistência das principais empresas do setor. Isso porque, principalmente para as TVs, é muito mais cômodo e lucrativo produzir dramaturgia e programas em suas sedes, localizadas no Rio de Janeiro ou São Paulo. Uma atração que é exibida em rede tem seus custos diluídos pelas afiliadas e parte dos recursos arrecadados com propagandas locais aplicados na sede da empresa. Apostar em produções regionais é uma das obrigações dos veículos de comunicação, afinal, nada mais importante do que mostrar ao público suas manifestações culturais e discutir os problemas locais. O projeto de lei segue agora para o Senado e a tramitação não deve ser rápida, afinal, muitos políticos são donos de TVs em seus estados. Portanto, não devem aprovar uma lei que irá encarecer suas produções e obrigá-los a cumprir a norma vigente no país. Infelizmente aqui no Brasil a coisa só vai funcionar com uma lei. As produções regionais irão ampliar o mercado para atores, técnicos, radialistas, produtores e irão gerar empregos indiretos. Nos Estados Unidos, por exemplo, algumas emissoras apostam espontaneamente em atrações locais. São seriados ou programas de debates que falam para um público específico e, é claro, se agradam ganham a rede nacional. Lá no país de “Tio Sam” um âncora local na televisão é tão estrela quanto aquele que ocupa o horário nobre em cadeia nacional. Mas lá as coisas são diferentes. 4 emissoras brigam pela audiência em todo o país e centenas de pequenas estações conquistam o telespectador com programação local. Infelizmente, no Brasil para a coisa funcionar é preciso criar uma lei. E como sempre há uma maneira de burlar …. bem … vocês sabem onde iremos parar.

Em tempo: Aqui no Brasil existem muitos exemplos de produções regionais que fazem sucesso. A EPTV, afiliada à Globo, chega a vender para a rede seus documentários.



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