O Jogo, apresentado na Rede Globo por Zeca Camargo, não emplacou e deve perder audiência nas próximas semanas. Em sua estréia marcou 25 pontos contra 15 da edição da última terça-feira. Não pegou porque a mistura de realidade e ficção parece ser complicada demais para o telespectador, que até agora não entrou na investigação do crime e não conseguiu entender as regras da disputa. A princípio a fórmula do programa é boa e capaz de prender a atenção de todos, afinal ninguém resiste a filmes ou livros do gênero. É só lembrar do sucesso de “A Próxima Vítima” e “Torre de Babel”, ambas de Silvio de Abreu. A primeira novela terminou inclusive com bolões sobre a identidade do assassino e conseguiu envolver o telespectador. Mas qual foi o segredo? Um bom roteiro, texto de qualidade e ótimos atores. Já em “Torre de Babel” o telespectador passou oito meses tentando descobrir quem era o autor da explosão do shopping e, é claro, o final foi surpreendente. Em “O Jogo” faltou um cuidado maior com a dramaturgia e o envolvimento do telespectador desde a estréia. Para correr atrás do prejuízo, a Rede Globo vai colocar o público votando por telefone para eliminar alguns suspeito. Será que dará certo? Provavelmente não, afinal já é tarde para tentar conquistar quem trocou de canal.

Por: José Armando Vanucci






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