Com o término da segunda temporada de “Mulheres Possíveis”, o programa reapresenta as entrevistas que foram ao ar neste período. O tema desta sexta, dia 21, às 17h30, é “mulheres que fazem rir” e para debatê-lo, Ingrid Guimarães conversa com a atriz e cantora Marisa Orth e com a atriz, jornalista e “palhaça” Soraya Saíde. As entrevistadas, que já se conheciam e acabaram se reencontrando no programa, falam sobre a carreira, os segredos da comédia e dizem o que é melhor: rir ou fazer rir.

O encontro de Ingrid e Marisa acontece em uma academia de ginástica de São Paulo. Durante uma aula de abdominal, Ingrid elogia: “Ninguém é gostosa à toa”. Marisa, ao responder a brincadeira, teoriza: “Bons atores são pessoas que não são muito bonitas, têm “borogodó” e fica tentando ser bonitos. Nesta tentativa, os personagens vêm”.

Em seguida, as atrizes falam sobre a desvalorização da comédia em relação à tragédia. Ao debater sobre a profissão, Marisa comenta ainda: “eu acho melhor fazer rir porque acabamos rindo também, mas por dentro. Então são dois prazeres juntos”.

Marcada pelo personagem “Magda” no seriado da Globo “Sai de Baixo”, a atriz diz ficar irritada, em algumas situações cotidianas, quando escuta o famoso jargão “Cala a boca Magda”. “Irrita, por exemplo, quando estou discutindo o troco que veio errado na padaria e o homem vira e fala: ’cala a boca Magda’. A pessoa corre risco de morrer”, brinca.

A outra convidada deste “Mulheres Possíveis” é um exemplo de que a comédia pode ir muito além do que simplesmente fazer rir. Soraya Saíde, que se diz tímida e extremamente atrapalhada, faz parte do grupo “Doutores da Alegria”, uma ONG dedicada a levar alegria a crianças hospitalizadas através do riso.

Na conversa que, inicialmente, acontece em um café árabe em São Paulo, Soraya conta experiências sobre as visitas a hospitais e o enriquecimento ao levar a comédia à criançada hospitalizada. “Na verdade o palhaço não quer fazer rir, mas sim ser aceito”, diz. Na continuação do bate-papo, Ingrid vai ainda a um circo para fazer uma aula de “clown”.

O ápice do programa fica por conta de uma coincidência. As duas entrevistadas que haviam estudado juntas na Escola de Arte Dramática se reencontraram anos depois com o f ilho de Marisa internado em um hospital de São Paulo com sintomas de pneumonia. Soraya entrou no quarto como uma “Doutora da Alegria” para alegrar o filho da atriz. O terceiro encontro das amigas acaba acontecendo neste “Mulheres Possíveis”.

E ainda, ao final do episódio, o trio encena um esquete. Ingrid e Soraya vivem duas “tietes” de Marisa que, ao a encontrarem na rua, não se tocam da situação difícil que a atriz está passando e a perturbam com brincadeiras importunas como o famoso “Cala a boca Magda”.

Mulheres Possíveis no ar toda sexta, às 17h30 no GNT.



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