
Uma decisão que parecia certa agora gera desconfiança dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles relutam em conceder prisão domiciliar a Jair Bolsonaro com tornozeleira eletrônica.
O motivo? Eles temem uma repetição do passado: o ex-presidente já tentou romper o dispositivo quando estava em casa.
+ Haddad trava embate direto com Lula e coloca PT em alerta
Defesa de Bolsonaro alega alucinação por remédios
Um integrante da Corte, em conversa reservada, comparou o caso ao do ex-presidente Fernando Collor, que obteve o benefício por questões de saúde.
“Bolsonaro estava em prisão domiciliar quando violou a tornozeleira eletrônica. O que garante que não tentará novamente? Collor nunca violou a tornozeleira”, disse à coluna um integrante da Corte.
A defesa de Bolsonaro, no entanto, apresenta um novo argumento. Os advogados alegam que, no momento do incidente, o ex-presidente sofria de desorientação mental por ter misturado medicamentos controlados, pregabalina e sertralina. Segundo as bulas, esses remédios podem, em casos raros, causar alucinações.
Enquanto a defesa pede compreensão pela condição de saúde, o STF pesa o histórico de descumprimento. O impasse mantém Bolsonaro aguardando uma definição, com os ministros cautelosos em liberar uma medida que ele já burlou uma vez.
Cumprindo pena de 27 anos e três meses, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve seu regime alterado após violar a tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes, ao decretar a prisão, citou o risco de fuga. Após a violação, Bolsonaro foi transferido para a sede da Polícia Federal e, posteriormente, encaminhado ao presídio da Papuda, em Brasília, onde cumpre a pena atualmente.
Moraes diminui pena de Jefferson e decreta prisão domiciliar definitiva
O ex-deputado Roberto Jefferson perdeu sua última batalha jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes negou nesta segunda-feira (2) os recursos finais… LEIA MAIS!






