Ministro da Saúde recomenda evitar destilados: ‘Não é um produto essencial na vida das pessoas’

Ministério da Saúde alerta para risco de contaminação por metanol em bebidas destiladas sem procedência

Joaquim Neto
Joaquim Neto
Redator e produtor de conteúdo. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa. Acompanha de perto os movimentos do entretenimento e da mídia contemporânea com olhar crítico sobre tudo o que acontece na televisão, música, cultura pop, cotidiano e política.
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, socorreu passageira durante voo – FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou nesta quinta-feira a recomendação para que a população evite consumir bebidas alcoólicas destiladas caso não tenha a “absoluta certeza” da origem. A orientação é ainda mais importante para bebidas destiladas transparentes, devido ao risco de contaminação por metanol.

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— “Na condição de ministro e como médico a recomendação é que evite ingerir produto destilado, sobretudo os incolores, que não tenha absoluta certeza da origem dele. Não estamos falando de um produto essencial na vida das pessoas.”

O alerta foi feito após registro de 48 casos suspeitos de intoxicação em três estados: São Paulo, Pernambuco e Brasília — onde o rapper Hungria foi afetado. Já foram confirmados 11 casos de contaminação, totalizando 59 registros relacionados à substância.

Medidas emergenciais

Durante a inauguração de uma sala de situação dedicada a acompanhar os casos, Padilha anunciou ações do governo para conter a crise. Entre as medidas, está a ampliação do estoque de etanol farmacêutico, utilizado no tratamento da intoxicação por metanol, com a compra de 5 mil unidades.

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Além disso, laboratórios internacionais foram contatados para fornecer o fomepizol, medicamento indicado para casos mais graves. A Anvisa identificou 604 farmácias de manipulação no país com capacidade de produzir o etanol farmacêutico e está avaliando a distribuição.

— “Nós fazemos isso por precaução, porque somos responsáveis diante de uma situação anormal. O ministério começou a perceber a anormalidade da situação na última semana.”

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Óbitos confirmados e em investigação

O ministério confirmou um óbito por contaminação e outros sete estão sob investigação. Entre os casos, um foi confirmado em São Paulo, com cinco em apuração — três na capital e duas em São Bernardo do Campo. Em Pernambuco, há duas suspeitas, em Lajeado e João Alfredo.

O alerta de Padilha reforça a necessidade de cautela, especialmente em bebidas de procedência duvidosa, e o monitoramento do governo continua de forma intensa para evitar novos casos.

Joaquim Neto
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