
Morreu nesta quinta-feira (06), James D. Watson, que entrou para o panteão da ciência aos 25 anos ao participar da descoberta da estrutura do DNA, uma das mais importantes descobertas da história da ciência. A informação foi confirmada por seu filho, Duncan Watson ao jornal ‘The New York Times’.
Watson entrou para a história da ciência aos 25 anos, ao lado do britânico Francis Crick, ao revelar a estrutura em dupla hélice do DNA, descoberta que rendeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1962.
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Mais tarde, liderou o início do Projeto Genoma Humano, iniciativa que buscou mapear todo o código genético humano, e dirigiu o Cold Spring Harbor Laboratory, em Nova York, que ajudou a transformar em um dos principais centros de pesquisa em biologia molecular.
A trajetória científica de Watson, porém, terminou marcada por controvérsias. Em 2007, ele foi afastado de cargos honorários após sugerir, em entrevista, que pessoas negras seriam “menos inteligentes” do que brancas, declarações que ele voltou a repetir anos depois.
Fora da pesquisa em genética, Watson também marcou presença na literatura ao escrever uma das autobiografias mais célebres da ciência. A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos listou o livro ‘A Dupla Hélice’ como uma das 88 obras literárias americanas mais importantes, junto a Os Artigos Federalistas e As Vinhas da Ira. Apesar de reconhecido como clássico, a obra foi responsável por uma de suas numerosas polêmicas.
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No livro, Watson fez afirmações sobre o processo da descoberta que desagradaram seus colegas. Na visão deles, Watson elevou a si mesmo enquanto menosprezava outros que estavam envolvidos.






