
Célia Maria Cassiano, professora de Campinas (SP), passou por um procedimento de morte assistida na última quarta-feira, 15 de abril, na Suíça. Diagnosticada com atrofia muscular parogressiva (AMP), uma doença degenerativa, ela compartilhava a rotina e os desafios impostos pela condição em suas redes sociais, e em um vídeo de despedida, afirmou ter vivido ‘uma vida deliciosa’.
Depois que recebeu o diagnóstico em outubro de 2024, Célia Maria Cassiano passou a usar as redes sociais para falar abertamente sobre a doença, mostrando as dificuldades motoras e a sensação de estar presa em um corpo que, aos poucos, deixava de responder.
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“É uma doença incapacitante, progressiva. Eu vivo meus piores pesadelos, porque não tenho ideia de como eu estarei amanhã. Você está presa dentro do seu corpo, seu corpo está perdendo os movimentos, e toda essa dificuldade ‘pra’ sair e se movimentar em casa“, desabafou em vídeo em dezembro de 2025.
Logo depois, a professora chegou a falar sobre a perda da vida social: “Eu consigo fazer alguns passeios, dependendo da boa vontade de quem me convidou. A maior parte do tempo eu fico só com cuidadores, fisioterapeutas, farmacêuticos, médicos, terapeutas, pessoas para as quais estou pagando para cuidar de mim“, afirmou.
Avanço da doença
Diante do avanço da doença, Célia passou a depender de cuidadores de forma constante, inclusive para tarefas como se alimentar e tomar banho. No dia 11 de abril, Célia começou a publicar fotos de uma viagem à Zurique, na Suíça, dizendo a amigos que participaria de um tratamento experimental.
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Já na quarta-feira, Célia revelou em um novo vídeo que viajou ao país para realizar o suicídio assistido, organizado ao longo de sete meses com uma ONG especializada. “Vou ter duas enfermeiras do meu lado e não vou sentir dor nenhuma. Estou no limite da minha dignidade. Vivi uma vida deliciosa e os últimos dias aqui foram os melhores da minha vida. Daqui a pouco vou descansar para sempre, como todos nós vamos“, disse.
No final, deixou uma mensagem: “Lutem por esse direito no Brasil, uma lei que permita uma escolha para quem assim desejar“.
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