Ambientada em São Paulo, a próxima novela das sete, ‘Caras e Bocas’, teve três semanas de gravações externas em diversos pontos da cidade, até a última sexta-feira, dia 13. A equipe de produção, com aproximadamente 60 profissionais, percorreu pontos como as ruas e o mercado da Lapa; uma faculdade paulista, que serviu de locação para a escola de arte em que Dafne (Flávia Alessandra) e Gabriel (Malvino Salvador) se conhecem ainda jovens; um teatro, a Praça do Museu da República; o mercado de flores da CEAGESP; a Hípica de Santo Amaro; o Parque da Independência; a Praça do Pôr do Sol; o Terminal Rodoviário Tiête; as lojas das noivas na rua São Caetano; o Cemitério São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Essas gravações da trama de Walcyr Carrasco foram comandadas pelo diretor de núcleo Jorge Fernando. “O que proponho a todos os envolvidos é nada mais do que trabalhar com a verdade, com a simplicidade, esquecendo qualquer tipo de caricatura, farsa, exagero ou cores fortes nos sotaques”, diz o diretor. ‘Caras e Bocas’ é uma história contemporânea e bem-humorada, que conta o amor entre Dafne e Gabriel, duas pessoas completamente distintas, de gênios fortes e classes sociais diferentes, mas capazes de se apaixonar profundamente.

A história começa com o namoro de Dafne e Gabriel, 15 anos atrás, quando se conheceram em um curso de pintura. Apesar de apaixonados, o casal vive em conflito, pois nenhum dos dois costuma dar o braço a torcer: ele é um machão e ela, uma mulher moderna. O interesse pela arte é um dos poucos pontos que têm em comum. Gabriel é sensível e um pintor talentoso e, mesmo com poucos recursos, consegue estudar como bolsista; Dafne, a rica neta do dono de uma empresa de extração de diamantes, não tem muito talento com os pincéis, mas sabe apreciar arte e sonha em abrir sua própria galeria.

E não é só o temperamento dos dois que atrapalha a relação. Desconfiado de que a neta possa estar sendo enganada por um interesseiro, Jacques (Ary Fontoura), que criou Dafne quando ela perdeu os pais na infância, decide separá-los. Ajudado pela esposa Léa (Maria Zilda Bethlem), consegue que Gabriel aceite uma bolsa de estudos em Londres. Mas ao descobrir que a neta está grávida, o empresário tenta, sem sucesso, desfazer a armação e em transformar Gabriel no futuro administrador de sua empresa. Judith (Deborah Evelyn), filha de Léa e enteada de Jacques, sonha comandar a empresa de mineração Conti. Para isso, interfere para que o padastro não reverta a situação. Resultado: Gabriel vai para o exterior sem saber da gravidez de Dafne e acreditando que a namorada o trocou por outro, enquanto Dafne tem certeza de que foi abandonada, pois o namorado não quis assumir a filha.

Passados 15 anos, Dafne é uma mulher firme e realizada profissionalmente, porém solitária. “Ela trabalha com o que ama, conseguiu montar sua galeria de artes, que era seu sonho desde a adolescência. Mas também teve um desgosto na vida, um desencontro com um grande amor, o Gabriel, e desde então prometeu nunca mais se envolver e se entregar verdadeiramente a nenhum homem. O coração dela está fechado”, diz Flávia Alessandra.

Diante da decisão da neta em nunca se casar, Jacques sente-se culpado pela solidão dela e por Bianca (Isabelle Drummond), sua bisneta que ele tanto ama, ter crescido longe de um pai. Mais do que isso, teme que Dafne não saiba como conduzir sozinha os negócios que um dia vai herdar. O empresário se empenha, então, em aproximar Vicente (Henri Castelli) da neta , um jovem advogado de sua inteira confiança e filho de um grande amigo. “Ele é apaixonado pela Dafne desde pequeno, mas é muito atrapalhado e nunca teve coragem de investir nela. Com o apoio do Jacques isso muda, ele gosta dela de verdade, não é por interesse. Suas atitudes são para defendê-la e proteger a empresa. Mas ele é cômico, fica nervoso quando está perto dela ou tem que decidir algo. Tenta ser machão, mas se atrapalha porque não é o tipo dele. É uma comédia sutil”, define Henri.

As cenas do namoro de Dafne e Gabriel quando jovens e a passagem de tempo de 15 anos acontecem no primeiro capítulo de ‘Caras e Bocas’, que está prevista para estrear em abril. A autoria é de Walcyr Carrasco com direção de núcleo de Jorge Fernando e direção de Maria de Médici, Ary Koslov e Marcelo Zambelli.



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