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Oruam comenta foto de deputada bolsonarista Júlia Zanatta: “apologia ao crime”

Cantor ironizou publicação e parlamentar após foto polêmica com fuzis.

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Oruam e Júlia Zanatta (Foto: Reprodução das Redes Sociais)
Oruam e Júlia Zanatta (Foto: Reprodução das Redes Sociais)

O rapper Oruam e a deputada federal Júlia Zanatta (PL) trocam farpas nas redes sociais após publicação de foto da parlamentar, na última terça-feira (11), sentada em um trono cercado por fuzis.

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O artista ironizou dizendo que, se fosse ele postando a foto, seria “apologia ao crime”, enquanto a congressista defendeu a posse de armas pela população e prometeu votar um projeto de lei que equipara facções criminosas a grupos terroristas.

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Na publicação no X (antigo Twitter), o rapper escreveu: “Se eu postar umas foto dessa é apologia ao crime.”

Em resposta, a deputada declarou: “O desarmamento do povo brasileiro é o motivo do sucesso de criminosos. Em breve votaremos o PL que equipara facções a grupos terroristas. Não permitiremos que narcoterroristas dominem o Brasil”.

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Cantor Oruam é indiciado por ligação com o Comando Vermelho

Em julho deste ano, o cantor de trap Oruam, de 23 anos, foi indiciado por associação ao tráfico de drogas e ao Comando Vermelho pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). A investigação, que resultou em um pedido de prisão preventiva do artista, foi acatada pela Justiça carioca.

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Filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, apontado como líder da organização criminosa Comando Vermelho (CV) e preso desde 1996, Oruam frequentemente aborda a liberdade do pai em suas apresentações artísticas, como ocorreu no Lollapalooza 2024.

O caso Oruam se desdobra como um complexo enredo que cruza arte, política e questões de segurança pública, ilustrando o embate entre a liberdade de expressão artística e a responsabilização por conteúdo considerado ilícito.

Além dos projetos de lei, Oruam enfrenta acusações diretas. Foi denunciado ao Ministério Público Federal (MPF) por promover sites de apostas ilegais, e há pedidos para que a Polícia Federal e a Receita Federal investiguem crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

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Em fevereiro deste ano, agentes da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços do artista.

O rapper foi também preso em flagrante por abrigar um foragido da Justiça em sua residência, procurado por envolvimento com organização criminosa, embora tenha alegado inocência.

Essa exposição levou à criação dos chamados “projetos Anti-Oruam”. A vereadora de São Paulo, Amanda Vettorazzo (União Brasil), protocolou uma proposta para proibir a Prefeitura de São Paulo de contratar artistas que façam apologia ao crime organizado e ao uso de drogas em shows, citando explicitamente Oruam como exemplo.

Oruam, por sua vez, argumenta que as leis visam “criminalizar o funk, o rap e o trap” e atingir outros artistas da cena.

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Colaboradora: Amanda Souza

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