
Nessa última segunda-feira (28/09), de volta à Itália após visitar a França, o papa Leão XIV deu uma declaração polêmica. De acordo com o pontífice, o crescimento de grupos de extrema direita não representa uma “expressão autêntica do cristianismo“.
Papa Leão XIV fala em “ódio” e “divisão” e defende outro caminho
Questionado sobre a queda no número de fiéis na Alemanha e uma possível relação com o avanço da extrema direita, o Papa defendeu uma retomada dos valores do Evangelho. “Uma religiosidade que, não só na minha opinião, mas também na opinião dos líderes das Igrejas Católica e Protestantes na Alemanha, não representa uma expressão autêntica do cristianismo.”, disse logo a princípio durante uma coletiva de imprensa.
Na sequência, no voo de retorno de Metz, para Roma, Leão XIV acrescentou: “Devemos retornar aos valores do Evangelho, que não se baseiam no ódio e na divisão, mas na compreensão. Na compaixão e no acompanhamento.“, afirmou.
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O Santo Padre quer entender avanço da extrema direita
Em seguida, Leão XIV disse que ainda: “Seria interessante estudar e analisar se existe, e de que maneira poderia existir, uma relação, por exemplo, entre o crescimento desses grupos de extrema direita.“, declarou.
Logo depois, o Santo Padre também citou valores que considera importantes para a União Europeia, como o Estado de Direito e a igualdade entre as pessoas.
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Pontífice critica gastos com armas
Por fim, o papa criticou o aumento dos gastos militares na Europa. “Esses bilhões de euros ou dólares poderiam ser usados para resolver problemas como a fome mundial, a crise habitacional e o desemprego. Precisamos de uma voz que proponha um caminho diferente, que rejeite a ideia de gastar cada vez mais em armamentos. […].“, afirmou.
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