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Pesquisa suspeita? Especialista questiona resultado que coloca Flávio Bolsonaro à frente de Lula

Economista Pedro Menezes critica pesquisa Futura.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Flávio Bolsonaro e Lula - Foto: Senado/Gov
Flávio Bolsonaro e Lula – Foto: Senado/Gov

Uma pesquisa eleitoral virou alvo de suspeita nesta terça (10). O levantamento Apex/Futura, que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em eventual segundo turno em 2026, foi duramente questionado por um economista.

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Pedro Menezes apontou um padrão recorrente nos números da Futura. Segundo ele, a empresa já havia apresentado resultados destoantes do restante do setor nas eleições de 2022, sempre na mesma direção.

Economista critica levantamento que aponta favoritismo de Flávio Bolsonaro

A última Futura de 2022 deu Jair na frente de Lula. Antes, no 1º turno, 4 das últimas 5 pesquisas Futura deram Jair na frente de Lula”, escreveu.

Para o economista, a repetição do desvio acende um alerta. “É muito difícil defender esses resultados. A série temporal divergiu radicalmente do resto do setor repetidamente, nos dois turnos, e sempre na mesma direção”, afirmou.

Menezes também voltou suas críticas à imprensa. Em sua avaliação, grandes veículos deveriam tratar levantamentos como esse com mais rigor.

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Agora, grandes veículos divulgam que a Futura mostra Flávio na frente de Lula. O mais adequado seria ignorar ou pelo menos publicar uma ressalva já na manchete”, declarou.

Ele sustenta que a falta de critérios editoriais claros compromete a credibilidade da cobertura eleitoral. “Nesses casos, infelizmente, a imprensa brasileira só costuma adotar critérios editoriais quando servem como pretexto pra outros interesses comerciais”, escreveu.

O economista ainda criticou a opacidade na escolha dos institutos divulgados. “Desconheço um veículo que adote critérios transparentes, tecnicamente avançados e voltados apenas ao interesse público”, pontuou.

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Para ele, parte da mídia age por conveniência. “A maior parte dos grandes escolhe as pesquisas prediletas de forma arbitrária e, em geral, o resto trata todas da mesma forma pra caçar cliques”, afirmou.

Menezes citou o modelo americano como contraponto. “Um jornalista famoso chamado Nate Silver mudou a imprensa deles, que desde então dão aula: vários veículos de vários tamanhos publicam os próprios critérios editoriais e seguem a regra com rigor, muitos têm agregador com metodologia aberta e replicável”, escreveu.

A conclusão do economista é ácida. “Essa novidade na cobertura de pesquisas eleitorais chegou a muitos países do mundo. Ao cobrir pesquisas, infelizmente, nossa imprensa chegou a 2026 sem sair do século passado”, disse.

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Amanda Souza
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