
O vereador de Cotia (SP), Alexandre Frota, voltou a comentar o pedido que apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro.
A manifestação ocorreu depois de o parlamentar afirmar que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus documentos de viagem por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Em entrevista à coluna de Fábia Oliveira, Frota defendeu a iniciativa e afirmou acreditar que Flávio poderá deixar o Brasil. Segundo ele, outros parlamentares também já protocolaram solicitações semelhantes e compartilharam preocupações em relação ao senador.
“Eu faço meu papel de cidadão brasileiro, opositor ao Flávio. O irmão fugiu, a Carla Zambelli fugiu e foi presa fora, o Allan dos Santos fugiu, o Ramagem fugiu, ele vai fugir. E ele precisa pagar pelos crimes cometidos, e são muitos. Caso fosse eleito, tudo isso iria ficar no esquecimento”, declarou o homenzarrão.
“Outros parlamentares entraram com o mesmo pedido. Acabou a mamata. O irmão em outubro já tinha falado que caso ele não ganhasse era pra sair do Brasil. Ele, dono de contas, tem o dinheiro do filme e várias outras coisas. Justiça é Justiça”, comentou.
O pedido encaminhado por Frota ao STF buscava a adoção de uma medida cautelar para reter e apreender o passaporte de Flávio Bolsonaro. O vereador argumentou que a medida seria necessária para evitar uma eventual fuga e assegurar o andamento de procedimentos judiciais. A solicitação foi baseada no artigo 319, inciso V, do Código de Processo Penal, que prevê restrições ao direito de deixar o país em determinadas situações.
O caso ganhou novos contornos nesta segunda-feira (26/10), quando Flávio Bolsonaro declarou ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e impedido de deixar o Brasil por decisão de Alexandre de Moraes. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirmou que foi abordado enquanto se dirigia à residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
Flávio também associou a decisão a uma declaração feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, em 23 de outubro, quando mencionou a possibilidade de deixar o país caso fosse derrotado em uma eleição.
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