
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes. Anteriormente, este determinou a entrega dos passaportes do parlamentar e proibiu sua saída do Brasil.
Flávio Bolsonaro pede a liberação de passaportes e que Moraes deixe investigação
De acordo com o “G1”, os advogados pedem que Moraes reconsidere a decisão. Caso isso não aconteça, querem que a 1ª Turma do STF analise o recurso. A defesa de Flávio também solicita que a investigação envolvendo ele e o advogado Willer Tomaz seja transferida para o ministro André Mendonça, além de questionar a atuação de Moraes no caso.
Em suma, os advogados alegam que as medidas foram determinadas sem provas suficientes da participação do senador em atividades ilícitas. Como argumento, citam uma resposta do Banco Santander, segundo a qual o parlamentar não era titular, cotitular nem usuário das contas de empresas do grupo Alcazar, ligado a Willer.
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De acordo com a defesa, essa informação já estava no processo mais de dez horas antes de a Polícia Federal (PF) pedir as restrições. Porém, a PF e Moraes não consideraram a informação na representação policial nem na decisão publicada em 25 de outubro, data em que o filho de Bolsonaro perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Defesa de senador atacam decisão de ministro e pedem mudança no comando do caso
Além disso, os advogados também contestam o uso de declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do senador, como justificativa para apontar risco de fuga.
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Inclusive, também pedem a revogação da proibição de contato com Willer, a devolução dos passaportes brasileiros e a retirada das restrições migratórias.
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