
Recentemente, uma força-tarefa para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho foi anunciada. Desse modo, o governo federal quer apurar casos de violência registrados logo após o 2º turno das eleições presidenciais. Em suma, o governo adotou as medidas após receber denúncias de ameaças, demissões e agressões motivadas pelo voto.
Governo age para conter casos de assédio e violência após as Eleições 2026
A iniciativa reúne o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A mobilização começou depois de relatos de empresários que ameaçaram demitir funcionários por terem votado em Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, também circularam publicações incentivando boicotes a estabelecimentos que declararam apoio ao presidente reeleito.
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Para receber denúncias, o Ministério do Trabalho criou um canal específico para casos de discriminação política, ameaças e coação profissional. Inclusive, passou a enviar orientações pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Por fim, o governo também avalia criar uma “lista suja” de empregadores envolvidos nessas práticas.
De acordo com o MPT, outubro registrou cerca de 2,3 mil denúncias de assédio eleitoral. O órgão pediu à Meta, empresa responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp, que retirasse conteúdos que incentivam a demissão de trabalhadores por razões políticas. Na quinta-feira, a Justiça do Trabalho determinou que a empresa removesse essas publicações em até 24 horas.
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Além do assédio no trabalho, o governo acompanha denúncias de violência contra apoiadores de Lula. Entre sábado (24/10) e quarta-feira (28/10), foram contabilizados 45 crimes relacionados às eleições, com 47 vítimas. Dez pessoas morreram. Os registros incluem ameaças, intimidações e agressões.
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