
Os presidentes Lula e Donald Trump conversaram bastante em telefonema de cinquenta minutos nesta segunda-feira (26) em um novo capítulo das relações entre Brasil e Estados Unidos.
A conversa, que começou pontualmente às 11h, foi muito além dos cumprimentos tradicionais e desenhou uma agenda conjunta, que vai da economia ao combate ao crime.
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Lula e Trump acertam visita a Washington após diálogo
De acordo com o Planalto, os mandatários trocaram “informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias”.
Trump foi além e destacou que “o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo”. O tom otimista foi corroborado pela celebração de um feito concreto: a retirada de uma “parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”, fruto do “bom relacionamento construído nos últimos meses”.
Mas a parceria não para por aí. Lula colocou em cheque um tema polêmico: uma proposta formal para “fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado”, com foco em “lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras”. A ideia, segundo a nota, “foi bem recebida pelo presidente norte-americano”.
Ao comentar o convite do Brasil para um “Conselho da Paz”, Lula sugeriu que o fórum “se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina” e, de quebra, reforçou o pedido por uma “reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”. Sobre a Venezuela, os presidentes “trocaram impressões”, com Lula defendendo a “paz e a estabilidade da região”.
O encontro telefônico foi tão produtivo que já rendeu um desdobramento de peso: uma visita de Lula a Washington está oficialmente nos planos.
A viagem acontecerá depois dos compromissos do presidente brasileiro na Índia e na Coreia do Sul, em fevereiro, “em data a ser fixada em breve”.
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