
O pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB Ciro Gomes defendeu sua aliança com o PL e afirmou que “meus bolsonaristas são todos homens honrados, limpos”.
A fala ocorreu durante a Missa de Santo Antônio em Barbalha, que abre a Festa do Pau da Bandeira, na região do Cariri, patrimônio cultural reconhecido pelo Iphan e a cartilha de todo político na região na época de eleição. Informações do jornal O Estado CE.
A declaração foi uma resposta às críticas do senador Camilo Santana (PT), que questionava o silêncio de Ciro diante dos escândalos envolvendo Flávio Bolsonaro. Ciro diferenciou os bolsonaristas que o apoiam daqueles que, segundo ele, orbitam a base do governo petista no Ceará.
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A aliança com o PL e outros nomes conservadores, como Capitão Wagner e André Fernandes, busca quebrar a hegemonia do PT no estado. A união gerou atritos até dentro do clã Bolsonaro, com Michelle Bolsonaro tentando barrar o acordo regional, já que Ciro definia Jair como “jumento” e foi responsável pela tacha de “genocida” do ex-presidente. Águas passadas.
Ao legitimar seus aliados bolsonaristas como “honrados”, Ciro abre espaço para que o PT o acuse de ser linha auxiliar de Jair Bolsonaro, intensificando a polarização no Ceará.
Ciro Gomes muda de lado
Dessa forma, Ciro Gomes assumiu de vez sua aproximação com o PL e o bolsonarismo no Ceará, tentando construir uma frente conservadora contra o PT, mas enfrenta críticas internas e externas que podem marcar sua campanha em 2026.
“O prefeito atual de Sobral (Oscar Rodrigues) era bolsonarista fanático, pesquise no Google. Tem uma ruma de bolsonarista. Júnior Mano foi eleito pelo PL. O Yuri do Paredão, vocês conhecem aqui de perto, foi eleito pelo PL e ‘tá’ tudo lá. Sabe qual é a diferença? É que os meus bolsonaristas são todos homens honrados, limpos. Nenhum deles é picareta nem está envolvido com a Polícia Federal”, disparou Ciro a jornalistas.
Ele diz que o PT é uma ditadura. “Aí é o seguinte. Eu estou juntando um movimento que tem por objetivo livrar o Ceará desta ditadura corrupta que está implantada aqui e eu vou demonstrar isso ou não merecerei o respeito da população”, declarou.
“Procurei o Capitão Wagner, a quem eu tinha criticado duramente e de quem a gente tinha recebido críticas duras, e troquei uma ideia com ele”, assumiu.
O sacerdote Rafhael Hernandez deu uma bronca nos políticos e apoiadores que ficaram gritando frases de ordem durante a Santa Missa. “Povo de Deus, vocês não estão em casa, vocês estão na Casa de Deus! A Igreja não é lugar para politicagem! Peço em nome da Igreja, cessem por favor”, clamou o diácono.
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