
O presidente Lula quebrou o silêncio nesta terça-feira, 21, e mandou um recado na véspera de novas tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
“Hoje nada é mais sagrado do que a defesa da soberania nacional. Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Aqui nós erramos por nós. Acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. O Brasil não se entrega”, escreveu em suas redes sociais.
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As novas tarifas passam a valer a partir da 00h01 desta quarta-feira (22), no horário da Costa Leste dos EUA — o que equivale à 01h01 no horário oficial de Brasília.
CONFIRA:
A nova medida colocará o Brasil entre os países mais tarifados pelos Estados Unidos, ficando atrás somente da China. Conforme levantamento internacional do comércio global, o país ocupava a 13ª posição no ranking antes da mudança e agora subirá para o segundo lugar. A taxa média aplicada aos produtos chineses é de 27%, enquanto a alíquota brasileira ficará um pouco acima de 18% — patamar que deve durar ao menos até 25 de julho, data em que expira a taxa adicional de 10% prevista pela legislação norte-americana.
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O anúncio inicial da cobrança ocorreu em 1º de junho. A partir de então, o setor produtivo do Brasil iniciou uma forte mobilização, acompanhada de audiências públicas nos EUA sob condução do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos). O órgão atua com base na Seção 301 da legislação norte-americana, dispositivo que autoriza a imposição de tarifas sobre países acusados de condutas comerciais desleais.
Entre os argumentos americanos para justificar a medida está a criação do Pix, sob a alegação de que a ferramenta teria afetado o mercado local das empresas de cartão de crédito do país. Outro ponto levantado é a questão do desmatamento, que, segundo os EUA, daria uma vantagem indevida de custos ao agronegócio brasileiro em comparação aos produtores americanos, submetidos a leis ambientais mais severas.
Em resposta, o governo do Brasil contestou todos os pontos apresentando dados oficiais: demonstrou que o desmatamento na Amazônia e no Cerrado registrou queda nos últimos anos, comprovou que as operadoras de cartão americanas continuaram em expansão no mercado nacional mesmo após o Pix, e reforçou que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o país.
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