
Uma ala do governo Lula e do PT está em alerta. A grande manifestação organizada pelo deputado Nikolas Ferreira, que reuniu milhares em Brasília após uma caminhada de Minas Gerais, foi interpretada nos bastidores do Planalto como mais do que um protesto: um possível “pontapé inicial para a campanha de Flávio Bolsonaro”.
Aliados do presidente reconhecem, ainda que a contragosto, que o ato foi um claro “indicativo de que o grupo do ex-presidente mantém capacidade de mobilizar apoiadores nas ruas”.
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Governo Lula lança obras e pautas populares para conter avanço bolsonarista
Diante desse novo cenário, a estratégia do governo mudou. Agora, a ordem é adotar o que assessores chamam internamente de “política de retenção da atenção”.
Na prática, isso significa que Lula precisará “intensificar a agenda de inaugurações de obras e avançar em pautas de forte apelo popular”, como a polêmica escala 6×1.
A ideia dos aliados é de que o governo não pode se dar ao luxo de ficar na defensiva. Será preciso manter uma postura “ofensiva”, ocupando o noticiário com os temas que considera prioritários.
Além disso, haverá um esforço extra para “reforçar ainda mais a comunicação sobre entregas da atual gestão”, como a isenção do Imposto de Renda para faixas salariais mais baixas.
O objetivo é um só: não deixar que o campo bolsonarista, reenergizado por atos como o de Nikolas Ferreira, domine sozinho a narrativa pública até outubro, mês das eleições. A corrida pela atenção do eleitorado já começou, e o Planalto sabe que não pode perder nem um minuto na corrida para a reeleição.
Com informações CNN*
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