
O candidato à Presidência Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), afirmou não confiar nas urnas eletrônicas. Desse modo, em uma recente entrevista, ele defendeu a adoção do voto impresso e auditável.
“Nunca fui a favor”: candidato comunista revela o que pensa sobre o sistema eleitoral brasileiro
Na opinião de Rui Costa, as urnas podem ser facilmente fraudadas: “Nunca fui a favor [das urnas eletrônicas]. Porque, conhecendo o mundo da eletrônica, a gente sabe que tudo isso é facilmente penetrável.“, afirmou logo a princípio ao portal “Metrópoles”.

Em seguida, quando questionado sobre disputar uma eleição mesmo sem confiar no sistema, ele respondeu: “É a eleição que tem [no Brasil], não sou eu quem faço as regras.“, declarou.
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Logo depois, Pimenta também disse não confiar no sistema eleitoral brasileiro. No entanto, afirmou que não acusa ninguém de interferir nas urnas. “Só digo que as urnas eletrônicas abrem a possibilidade de que alguém faça algo. É um aparelho eletrônico e, como tal, vulnerável. Por isso eu acho que deveríamos ter o voto tradicional.“, explicou.
Rui Costa cita decisão da Alemanha
Ao defender o voto impresso, Rui citou uma decisão do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha, de 2009, sobre urnas eletrônicas que não permitiam uma verificação pública dos votos. “Qual era o embasamento? Se você tem um meio de votação que não pode ser auditado pelo cidadão comum, ele não pode ser colocado em prática.“, declarou.
Posteriormente, o candidato ainda afirmou que “na esmagadora maioria dos países não há voto eletrônico“. Além disso, ele disse e que “nenhum país europeu adota esse método brasileiro“.
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Apesar das falas do candidato, a Suíça, França e Estônia utilizam sistemas de votação pela internet em diferentes formatos.






