
Felipe Nunes, CEO da Quaest, expôs que Lula voltou a ter chance de ganhar no primeiro turno.
No primeiro turno, Lula surge na frente com 39% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro surge logo atrás com 34%. No segundo turno, o levantamento mostra um empate técnico, com ambos os candidatos registrando 42%.
“Semana passada o saldo negativo do governo era de -6 pontos percentuais. Agora, esse saldo negativo caiu para -3 pontos percentuais. Lula volta a ter probabilidade acima de 50% de reeleição”, declarou o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest.
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Isso porque vale lembrar que se deve considerar apenas os votos válidos, então esse percentual de 39% considera todos os votos.
Na avaliação do governo, o saldo negativo da gestão caiu de -6 para -3 pontos percentuais, sinalizando uma melhora na percepção popular.
Segmentos decisivos do eleitorado:
- Mulheres: Lula ampliou sua vantagem para +9 pontos, consolidando apoio em um grupo historicamente decisivo.
- Baixa renda: a diferença é ainda mais expressiva, com Lula alcançando +26 pontos nesse segmento.
- Beneficiários do Bolsa Família: aqui o contraste é marcante, com 59% para Lula contra 27% para Flávio, mostrando a força do programa social como fator de fidelização eleitoral.
“O aumento da vantagem entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família parece estar muito associada ao pacote de medidas anunciado pelo governo na última semana”, diz o CEO ao Metrópoles.
Além disso, Lula abriu uma vantagem de 13 pontos entre católicos, enquanto Flávio Bolsonaro perdeu terreno entre os evangélicos, grupo que tradicionalmente tem peso significativo nas eleições brasileiras.
“As mulheres são as que mais se animaram com as medidas: 64% delas aprovam proibição às bets e 62% aprovam tanto as canetinhas no SUS quanto o reajuste do Bolsa Família”, declarou.
Indicadores individuais de imagem:
- Lula: seu potencial de voto subiu de 45% para 46%, e a rejeição caiu de 55% para 54%. Pequenas variações, mas que indicam tendência positiva.
- Flávio Bolsonaro: manteve estabilidade, com 43% de potencial de voto e 56% de rejeição, sem grandes avanços.







