
Interlocutores próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelaram que o chefe do Executivo demonstrou forte indignação e decepção ao tomar conhecimento de que uma parcela do montante obtido por seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, foi destinada à aquisição de joias.
Quando surgiu a notícia de que o ex-assessor — popularmente chamado de Marcola — havia recorrido a um empréstimo financeiro com a lobista Roberta Luchsinger, a justificativa apresentada por ele ao palácio foi a de que enfrentava aperto financeiro devido ao nascimento de seu segundo filho.
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De acordo com interlocutores, essa explicação inicial, ainda que gerasse desconforto, acabou sendo assimilada pela equipe presidencial.
Contudo, a situação mudou radicalmente após a divulgação de conversas retiradas do celular da lobista, indicando que uma parte do valor foi empregada na compra de joias para a mãe do ex-assessor, o que causou grande impacto no Planalto.
Em contrapartida, os advogados de defesa sustentam que as peças somaram R$ 9,2 mil e que este valor foi devidamente quitado junto com o total do débito, estimado em R$ 240 mil.
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Aliados de Marcola demonstraram apreensão com o seu bem-estar emocional diante da onda de acusações. Por outro lado, avaliam que a conduta representou uma quebra de confiança com o presidente, expondo Lula a custos políticos e eleitorais que vêm sendo aproveitados por adversários.
Monitoramentos diários do comitê eleitoral já registram reflexos desfavoráveis associados ao episódio.
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