
Flávio Bolsonaro votou no Rio de Janeiro, pediu apoio imediato no 1º turno, fez críticas diretas ao governo Lula e reforçou sua campanha como “limpa”.
Contudo, o pedido explícito de voto no dia da eleição pode ser interpretado como boca de urna, prática vedada pela Justiça Eleitoral, como informa o Poder360.
O candidato do PL à Presidência pediu um “voto de confiança” no 1º turno logo após registrar seu voto.
“Peço aos brasileiros que não permitam que isso aconteça e já me deem um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno”, disse ele.
O voto foi registrado por volta das 8h10 na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro. Flávio estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e de aliados políticos.
Em papo com a imprensa após votar, Flávio afirmou ter conduzido uma “campanha limpa” e pediu que o eleitorado desse um “voto de protesto” contra o governo do PT. Ele criticou o uso da máquina pública, sugerindo que aliados de Lula teriam tentado interferir no processo eleitoral.
O candidato reforçou que, em sua visão, o Brasil “não aguenta mais 4 anos” de Lula. Também incentivou os brasileiros a votarem cedo, usando a expressão “libertar o Brasil”, que remete a um tom de mobilização e urgência política.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera crime de boca de urna pedir votos no dia da eleição. A Lei nº 9.504/1997 prevê pena de detenção de seis meses a um ano (substituível por serviços comunitários) e multa para quem pratica essa conduta.
A responsabilização penal e eleitoral depende de apuração e decisão das autoridades competentes.
Aquela boca de urna para garantir aquele crime final.
Com as urnas já abertas, Flávio Bolsonaro votou e, diante das câmeras, pediu voto explicitamente para si no primeiro turno:
“Peço aos brasileiros […] que deem um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro… pic.twitter.com/QtfyoHBlBG
— O Jornaleiro (@ojornaleirobr) October 4, 2026
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