
A condução apressada do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do projeto de lei antifacção apoiado pelo Planalto, gerou revolta até entre seus aliados. Integrantes da direita, como Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro, criticaram o parlamentar por “queimar a largada” nas negociações, o que abriu espaço para uma reação do governo Lula e atrasou o andamento da proposta.
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Na última quarta-feira (13), Castro recorreu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo mais tempo para discutir o texto. O prazo foi prorrogado apenas até a próxima terça-feira (18), com apoio de governadores como Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Jorginho Mello e da vice do DF, Celina Leão, que integram o “Consórcio da Paz”.
Estratégia política por trás do adiamento
Entre os governadores de direita, a avaliação é clara: quanto mais o governo Lula ficar exposto no debate da segurança pública, melhor. O tema é considerado um ponto sensível para o PT, especialmente após a megaoperação contra o Comando Vermelho, no Rio, que deixou 121 mortos.
Fontes próximas a Castro afirmam que a intenção é prolongar o desgaste do governo e usar a pauta para pressionar o Planalto. Segundo um aliado, “o ideal seria fazer audiências públicas e depoimentos para manter o assunto em alta enquanto o governo estiver na defensiva”.
Pesquisas e impacto político
De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira, o apoio à operação policial no Rio chega a 67%, enquanto 73% dos brasileiros defendem que facções e milícias sejam tratadas como organizações terroristas. Para aliados de Castro, os números reforçam a estratégia de estender o debate.
Derrite, que já apresentou quatro versões do relatório, deve preparar uma quinta proposta antes da nova votação. Porém, mesmo com ajustes, o impasse entre o governo e a oposição segue distante do fim.
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A queixa de Cláudio Castro sobre Lula após megaoperação no Rio
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