
Como informamos, um segundo-sargento do Exército, Estácio Leite da Silva Filho, foi flagrado pela PM-DF transportando uma pistola Glock 9mm registrada em nome de Jair Bolsonaro. A arma foi apreendida em uma blitz em Taguatinga (DF) porque não havia o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) no veículo.
Os advogados de Bolsonaro admitiram que o ex-presidente pediu a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que levasse a pistola para manutenção. Segundo eles, a própria equipe de segurança havia desativado a arma retirando o percussor, devido ao uso de medicação psiquiátrica por Bolsonaro, que poderia afetar sua cognição.
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A defesa afirmou que Bolsonaro não tem interesse em reaver a arma enquanto estiver em prisão domiciliar. A Polícia Militar informou que o militar abordado não possuía a documentação da pistola e declarou que a arma pertencia a um terceiro. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para investigação.
O Gabinete de Segurança Institucional declarou que não realiza a segurança de ex-presidentes e que os servidores à disposição deles são de livre indicação, sem vínculo operacional com o GSI.
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“[…] As medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário, capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, disparou a defesa.
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