
Nessa última quarta-feira (16/06), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) questionou a ausência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um processo no qual ele próprio foi condenado por coação e atuação contra o Brasil no exterior.
Eduardo Bolsonaro questiona ausência de Trump em processo
Em entrevista ao canal “Rede Comunica Brasil”, no YouTube, Eduardo afirmou que as sanções citadas no caso do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teriam sido determinadas por Donald Trump: “E aí eu pergunto: quem decretou a sanção contra o Moraes, a Lei Magnitsky e as as sanções Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, na sigla em inglês)? Foi o presidente Trump, junto com seus secretários Scott Bessent e Marco Rubio, não foi Eduardo Bolsonaro.“, afirmou logo a princípio.
De acordo com ele, porém, essa relação não estaria sendo considerada no processo. Na sequência, o ex-parlamentar declarou que a eventual responsabilização de Trump só ocorreria em outro cenário político, quando o republicano deixasse o cargo, sugerindo influência de contextos eleitorais nas decisões futuras.
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“Porque eles não têm coragem. Sabe quando eles vão ter? Quando o Trump se tornar ex-presidente e se for eleito ao governo radical de esquerda. Aí, vocês vão ver o STF trabalhando junto com o governo norte-americano para ir atrás do Trump.”, disparou por fim.
Saiba mais e entenda: Condenado por coação
O caso ocorre após a Primeira Turma do STF condenar, por unanimidade, Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. Conforme a decisão, o ex-deputado teria atuado para interferir em investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso incluindo articulações com autoridades estrangeiras para pressionar o governo dos EUA contra ministros da Corte e instituições brasileiras.
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