Ex-aliado de Lula detona presidente: ”Saiu amargurado da prisão”

Ex-ministro critica petista em entrevista

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Lula (Foto: Reprodução)
Lula (Foto: Reprodução)

Pré-candidato à Presidência e ex-integrante do primeiro governo Lula, Aldo Rebelo (DC) fez duras críticas ao atual presidente em entrevista publicada nesta quarta-feira (4).

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Para ele, o período de reclusão vivido pelo petista entre 2018 e 2019 deixou marcas profundas em sua forma de governar e de enxergar o país.

Eu acho que Lula mudou muito. A prisão transforma as pessoas. Pode transformá-la para melhor, como transformou o Mandela. Transformou o Mandela em um homem tolerante que buscou pacificar a África do Sul. A minha impressão é que o presidente Lula saiu amargurado da prisão, saiu um homem ressentido. No primeiro governo do presidente Lula, nós tínhamos um governo quase de união nacional“, declarou.

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Rebelo afirma que país não vê prisão de Lula como perseguição política

Na avaliação de Rebelo, o chefe do Executivo não consegue lidar com o fato de parcela significativa da sociedade não acreditar em sua inocência nos escândalos que marcaram seus mandatos anteriores.

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Eu creio que, diferentemente do Mandela, que o mundo inteiro olhava e via naquela prisão uma injustiça que, de fato, era uma prisão política… Agora, o Brasil não está convencido de que a prisão do presidente Lula foi apenas perseguição política. Pode ter tido uma manobra política para exclui-lo das eleições, como há uma manobra agora para excluir Bolsonaro. Isso acontece“, ponderou.

Dessa forma, o ex-presidente da Câmara dos Deputados também fez questão de pontuar que, independentemente das motivações políticas por trás da operação que levou Lula à cadeia, os crimes que motivaram sua condenação não podem ser ignorados.

Mas, ao mesmo tempo que pode ter sido uma manobra política, é inegável que houve escândalo do Mensalão. É inegável que houve escândalo do Petrolão. Isso foi provado. Então as pessoas olham e dizem: ‘Pode ser perseguição, mas também não há inocência na prisão do presidente Lula’. E eu acho que ele não aceita essa leitura, esse veredicto, e isso gera para ele uma espécie de amargura, de contrariedade”, completou.

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Amanda Souza
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